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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Lentes de Contato anti-UV evitam danos aos olhos

Um estudo envolvendo lentes de contato com proteção anti-UV mostrou que elas podem reduzir ou eliminar os problemas causados pela exposição aos raios ultravioletas emitidos pelo sol. Este estudo foi publicado na revista Investigative Ophthalmology & Visual Science, com o título "Prevention of UV-Induced Damage to the Anterior Segment Using Class I UV Absorbing Hydrogel Contact Lenses".

A exposição continuada a radiação ultravioleta pode provocar danos aos tecidos oculares, como exemplo a córnea, conjuntiva e o cristalino. Neste último, é um dos principais fatores desencadeantes da catarata, provocando redução progressiva da acuidade visual e uma das principais causas de cegueira, principalmente nos países em desenvolvimento como o Brasil. Felizmente pode ser revertida com uma cirurgia chamada facoemulsificação. O que as pessoas desconhecem é a importancia de proteger os olhos dos efeitos nocivos dos raios solares e o grande risco que correm em se expor sem uma proteção adequada.

No estudo ratos foram expostos a radiação ultravioleta diariamente, com uma intensidade semelhante a um dia inteiro de exposição solar para seres humanos, quantidade suficiente para causar mudanças na córnea. Os ratos que utilizavam um tipo especial de lente de contato ( Senofilcon A ) , não foram afetados pela exposição de raios ultravioletas.

A cientista que fez a pesquisa, a Dr. Heather Chandler, do Ohio State University, disse que usar óculos escuros, boné ou chapéu, pode não proporcionar uma proteção adequada aos raios UV, e associar uma lente de contato com esta proteção pode ser uma forma prática para evitar estes problemas para as pessoas que se expõem muito aos raios solares. Ela lembra que, como a pesquisa avaliou os efeitos agudos da radiação, os efeitos do uso a longo prazo podem ser significativos na prevenção de diversas doenças oculares provocadas pela absorção dos raios UV, o que deve ser avaliado em um outro estudo.

Vale lembrar que nem todas as lentes de contato disponíveis possuem proteção anti-UV, e a escolha de uma lente apropriada para isto deve ser feita com base em uma adaptação correta em um consultório por um oftalmologista habilitado. O uso indiscriminado de lentes de contato, ou que não tenha sido adaptada corretamente, pode provocar doenças oculares que se não tratadas levam a perda da visão. Por outro lado, as lentes de contato, quando bem indicadas e adaptadas, propiciam uma visão igual ou superior a proporcionada pelos óculos, e conforme o estudo, podem prevenir uma série de doenças pelo bloqueio da radiação ultravioleta.



Fonte: Association for Research in Vision and Ophthalmology (ARVO)

 

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Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cuidados no Verão - Óculos de Sol

Porque é necessário utilizar óculos de sol?

Quando nos expomos ao sol, mesmo nos horários apropriados, recebemos os efeitos benéficos, como o efeito anti-depressivo dos raios solares e o estimulo para a produção de Vitamina D, essencial para a absorção de cálcio e manutenção de nossos ossos; mas também recebemos os efeitos cumulativos dos raios ultravioletas. Em nossa região, ensolarada praticamente 365 dias por ano, a exposição dos olhos a estes raios leva ao desenvolvimento de alterações na conjuntiva, como o pterígio, uma pele que cresce por cima da córnea, aparecimento precoce de catarata e envelhecimento precoce da retina, chamada Degeneração Macular. O uso adequado dos óculos de sol permite a prevenção destes problemas e uma visão melhor sob o sol.

Quais são os benefícios do uso?

Além do conforto visual, permitindo uma visão melhor mesmo nos dias mais claros, o óculos de sol bloqueia os raios ultravioletas, evitando que haja o sofrimento dos tecidos oculares e o aparecimento de doenças que prejudiquem a visão. Como é necessário anos para que estas alteraçoes apareçam, o uso contínuo é recomendado ao se expor a luz solar.

Como deve ser feita a escolha dos óculos?

Para se obter a proteção adequada, as lentes devem ser fabricadas de tal maneira que funcionem como uma barreira a estes raios. Para isto é necessário verificar se há proteção contra os raios UVA, que são 95% dos raios ultravioletas, e UVB. As lentes devem cobrir adequadamente os olhos para que esta proteção seja efetiva. Outro fator importante é o conforto, pois se o uso não for prazeiroso, a chance do óculos não ser utilizado é muito grande.

O que acontece com a pessoa que utiliza óculos sem proteção nas lentes?

Quando utilizamos óculos de sol, a diminuição da luz que atinge nossos olhos provoca a abertura da pupila, para que mais luz entre em nossos olhos para vermos melhor. Se as lentes dos óculos não possuem uma proteção adequada, mais radiação atingirá o cristalino e a retina, o que sem a utilização dos óculos não aconteceria. Esta exposição aumentada pode abreviar o aparecimento de alterações nestes locais que levam a redução da visão. Os efeitos são cumulativos e demoram anos para aparecer algum sintoma. Outra queixa que é comum em usuários de óculos de sol sem proteção é a sensação de ardência ocular, sensação de areia ao piscar e olho vermelho quando se expõem ao sol, provocado pela queimadura dos olhos pelos raios ultravioletas.

Como saber se os óculos realmente possuem determinada proteção?

O mais importante é ter certeza da procedencia dos óculos que irá comprar. As óticas podem orientar a melhor opção levando em conta o conforto visual, a adaptação adequada ao rosto e ao tipo de uso. Geralmente as lentes possuem selos indicando a presença da proteção, o que apenas tem validade para os óculos de boa procedência. Há equipamentos que medem a proteção ultravioleta, atestando a sua presença. Caso tenha dúvidas sobre a proteção de um óculos, a melhor conduta é trocá-lo por um que você tenha certeza que estará protegendo os seus olhos.

 

Fonte:

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP


O Verão e o cuidados com os Olhos

Quando se pensa no verão, que apesar de iniciar somente no dia 21 de dezembro parece que já começou, o que vem a mente são os cuidados com a pele, o cabelo, as roupas de verão, o uso de bronzeadores e o tempo em que se fica exposto ao sol para adquirir aquele bronzeado desejado, e com a maioria das pessoas se esquecendo de um detalhe precioso, que é o cuidado com os olhos nesta estação do ano.

O sol é apenas um dos fatores de cuidados durante o verão. A exposição ao calor, a água da piscina e do mar, além das atividades ao ar livre também estão envolvidos na saúde ocular.
Quando estamos expostos a luz solar, além do calor, sofremos também os efeitos da radiação ultravioleta. Como na pele, que pela exposição excessiva pode provocar câncer, rugas, envelhecimento precoce e queimaduras, no olho também provoca danos pelo seu efeito imediato e cumulativo. Tanto na praia como na piscina, a radiação solar por incidência direta ou indireta, refletida pela areia, água e superfícies claras, pode provocar queimaduras oculares, o que causa vermelhidão, conjuntivite, dor e ardência ocular. A longo prazo a radiação solar leva ao desenvolvimento da catarata, uma alteração da transparência do cristalino que leva a redução da visão, além de degenerações na retina.
Para proteger os olhos é necessário a utilização de óculos de sol com proteção anti-UVA e anti-UVB, os dois tipos de radiação ultravioleta que mais estamos expostos. Os óculos são recomendados para adultos e principalmente as crianças, que são mais sensíveis, e junto com bonés e viseiras, devem ser utilizados durante todo o tempo de exposição ao sol. É imprescindível atestar a qualidade de bloqueio dos óculos de sol à luz ultravioleta, pois ao utilizar óculos sem esta proteção na verdade estamos aumentando a chance de lesões oculares, pois a redução da luz provoca a dilatação da pupila, o que aumenta a entrada de radiação.
No caso de queimadura ocular, é necessário a avaliação de um oftalmologista, pois a utilização de colírios sem indicação pode levar até mesmo a perda da visão.
No calor também aumentam os casos de conjuntivite, que podem ser devidos a água da piscina ou do mar, em virtude de alergia a substâncias químicas tóxicas como o cloro, que é extremamente irritante para a pele e mucosas, ou devido a alérgenos dispersos no ambiente, como pólens, poeira e ácaros. As conjuntivites podem ceder somente com a interrupção da exposição ao agente, ou é necessário o tratamento adequado, com o uso de colírios para alergia, ou no caso de conjuntivite infecciosas, com o uso de antibióticos e outros colírios específicos. No caso de irritação ocular, lavar bem os olhos com água limpa e o uso de um colírio lubrificante pode ser suficiente para sanar os sintomas.
A água do mar, e a piscina principalmente, podem conter bactérias, vírus e protozoários que provocam conjuntivites. O risco aumenta em usuários de lente de contato, sendo recomendado o uso de lentes de contato descartáveis diariamente, e caso suspeite de contaminação ou conjuntivite, evitar o seu uso até o desaparecimento dos sintomas. Um dos sinais deste tipo de conjuntivite são os olhos grudados pela manhã e a presença de secreção amarelada. Em virtude da possibilidade de contágio é necessário tratamento adequado e evitar o contato com outras pessoas.
Aproveitar o calor e o sol adequadamente é a melhor maneira de evitar problemas. Vale lembrar que o melhor período é antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, com os devidos ajustes do horário de verão, com óculos de sol, boné, protetor solar e um bom guarda sol para as crianças. Bom verão!

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP