Mostrando postagens com marcador olyntho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador olyntho. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de junho de 2015

O envelhecimento da visão

Nosso corpo sofre com o passar dos anos, principalmente ao adentrarmos a fase da “melhor idade”, onde é necessário visitas mais constantes ao medico, e principalmente ao oftalmologista, para diagnosticar possíveis problemas. Estas mudanças são decorrentes do processo natural de envelhecimento provocado pela oxidação das células, devido as inúmeras reações químicas em nosso organismo. Apesar de não conhecermos com precisão como este processo ocorre, sabemos que algumas substancias nos protegem, como os antioxidantes, ou anti radicais livres, e outros aceleram, como o tabagismo, sedentarismo e o diabetes.

Duas importantes doenças que ocorrem com maior freqüência conforme envelhecemos são a catarata, a principal causa de cegueira reversível, e o glaucoma, uma causa de cegueira irreversível que pode ser tratada e prevenida, ambas já discutidas nesta coluna.

Outra importante causa de cegueira nos países desenvolvidos, e provavelmente no Brasil, é a Degeneração Macular relacionada a idade. É uma doença que afeta a mácula, responsável pela nossa visão central na retina, o que pode levar ao comprometimento de atividades habituais, como a leitura, o reconhecimento de fácies ou a habilidade para dirigir. Atinge pessoas geralmente a partir dos 60 anos, sendo que há o aumento da chance de desenvolver este problema com o envelhecimento.

Há duas formas da doença, conhecidas popularmente como forma úmida e seca. A forma seca é responsável por 80% dos casos, é a forma menos agressiva, mas também não possui um tratamento efetivo. É responsável por 20% dos casos de cegueira relacionados com a degeneração macular. Nesta forma há o depósito de uma substancia amarelada em uma das camadas da retina, que recebe o nome de drusas, que aparecem ao redor da mácula, e acredita-se que sejam restos do metabolismo das células desta região. O acúmulo de várias drusas pode provocar um quadro de atrofia das células da retina, piorando a visão. Em alguns estudos financiados pelo governo americano descobriu-se que pessoas que comem alimentos ricos em betacaroteno (beterraba, cenoura), vitamina C (encontrada em frutas cítricas como laranja e acerola) e vitamina E (encontrado em cereais) possuem uma chance menor de desenvolver a doença, ou se já a possuem, demoram mais tempo para apresentar piora.

A forma úmida é mais rara, causa mais danos a visão e é responsável por 80% dos casos de cegueira da degeneração macular. Nesta forma há o crescimento de vasos sanguíneos defeituosos entre as camadas da retina, e a perda de líquidos através dos vasos, assim como hemorragias nesta região, levam a perda de visão progressiva. Para esta forma há diversas formas de tratamento, algumas com melhores resultados do que outras, sendo que as pessoas respondem diferentemente ao tratamento. Pode ser utilizado laser para a cauterização dos vasos, com o uso de substancias que potencializam a sua ação nesta região; injeções de substancias que inibem o crescimento dos mesmos, ou cirurgia. O tratamento dependerá da extensão da lesão, visão e possível resposta ao tratamento.

Esta doença costuma afetar mais mulheres do que homens, sendo mais comum naquelas que possuem pele e olhos claros. A obesidade é outro fator de risco, assim como a hipertensão arterial, a presença de pessoas na família com a doença e em fumantes. Apesar do tratamento em muitos casos não provocar a melhora da visão, o diagnóstico precoce pode permitir a mudança de hábitos que abreviem o aparecimento desta doença, ou incorporar outros que possam reduzir a velocidade do seu desenvolvimento.

Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A importancia da Retinografia em Mosaico

Como toda nova tecnologia, devemos comparar as vantagens e o custo benefício de sua utilização. Quando levamos em conta a prevenção de doenças oculares, a contabilização do custo do exame perde o seu sentido, pois a prevenção permite a manutenção da vida normal do paciente e preserva a sua capacidade de trabalho e de interagir com o ambiente. Abaixo temos a comparação da Retinografia colorida normal e da em Mosaico.

Acima temos uma imagem normal de uma retinografia colorida, que é fundamental para acompanharmos as alterações do fundo do olho, do nervo ocular, da mácula, da disposição dos vasos e da constituição das fibras nervosas e do epitélio pigmentar da retina.

Nesta outra imagem do mesmo paciente, além do fundo do olho, foram realizadas outras imagens que foram agrupadas digitalmente pelo software ImageNet da Topcon. Vemos uma lesão fora do polo posterior, que em uma retinografia colorida simples não seria detectada. O simples registro permite acompanhar a evolução da lesão por anos e verificar alterações que necessitem de intervenção médica. As imagens foram obtidas pelo Retinógrafo não Midriático TRC-NW8 da Topcon, do consultório do Dr. Marco A. Olyntho.
Posted by Picasa

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP


Mosaico da Retina

A Oftalmologia é uma especialidade que está diretamente ligada a imagens, mas apesar disso são raros os especialistas que dispõem de equipamentos adequados para o registro de imagens. Em muitos casos, como no Glaucoma, doença neurológica que provoca a perda das fibras nervosas da retina, uma imagem do fundo do olho comparada com outra em um intervalo de 2 a 3 anos, pode ter variações que permitem o diagnóstico muitos anos antes da doença provocar algum sintoma, que em muitas vezes é a perda irreversível do campo visual ou até mesmo da visão. Ao lado uma retinografia colorida obtida pelo retinógrafo TRC-NW8 da Topcon, que permite a obtenção de imagens sem a necessidade do uso de colírios para a dilatação ocular, chamado Retinógrafo não midriático. Um exame como este, feito de rotina pelo Dr. Marco A. Olyntho em seu consultório, pode ser realizado em aproximadamente 10 minutos, o que possibilita a sua obtenção durante a consulta de rotina, sem o desconforto da dilatação, que geralmente impossibilita a execução de atividades habituais como a leitura após a sua utilização.
A retinografia, quando comparada com o exame de fundo de olho numa próxima consulta, permite a detecção de alterações que em uma consulta normal sem a imagem, poderia ser considerado como normal.

Posted by Picasa

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Lentes de Contato anti-UV evitam danos aos olhos

Um estudo envolvendo lentes de contato com proteção anti-UV mostrou que elas podem reduzir ou eliminar os problemas causados pela exposição aos raios ultravioletas emitidos pelo sol. Este estudo foi publicado na revista Investigative Ophthalmology & Visual Science, com o título "Prevention of UV-Induced Damage to the Anterior Segment Using Class I UV Absorbing Hydrogel Contact Lenses".

A exposição continuada a radiação ultravioleta pode provocar danos aos tecidos oculares, como exemplo a córnea, conjuntiva e o cristalino. Neste último, é um dos principais fatores desencadeantes da catarata, provocando redução progressiva da acuidade visual e uma das principais causas de cegueira, principalmente nos países em desenvolvimento como o Brasil. Felizmente pode ser revertida com uma cirurgia chamada facoemulsificação. O que as pessoas desconhecem é a importancia de proteger os olhos dos efeitos nocivos dos raios solares e o grande risco que correm em se expor sem uma proteção adequada.

No estudo ratos foram expostos a radiação ultravioleta diariamente, com uma intensidade semelhante a um dia inteiro de exposição solar para seres humanos, quantidade suficiente para causar mudanças na córnea. Os ratos que utilizavam um tipo especial de lente de contato ( Senofilcon A ) , não foram afetados pela exposição de raios ultravioletas.

A cientista que fez a pesquisa, a Dr. Heather Chandler, do Ohio State University, disse que usar óculos escuros, boné ou chapéu, pode não proporcionar uma proteção adequada aos raios UV, e associar uma lente de contato com esta proteção pode ser uma forma prática para evitar estes problemas para as pessoas que se expõem muito aos raios solares. Ela lembra que, como a pesquisa avaliou os efeitos agudos da radiação, os efeitos do uso a longo prazo podem ser significativos na prevenção de diversas doenças oculares provocadas pela absorção dos raios UV, o que deve ser avaliado em um outro estudo.

Vale lembrar que nem todas as lentes de contato disponíveis possuem proteção anti-UV, e a escolha de uma lente apropriada para isto deve ser feita com base em uma adaptação correta em um consultório por um oftalmologista habilitado. O uso indiscriminado de lentes de contato, ou que não tenha sido adaptada corretamente, pode provocar doenças oculares que se não tratadas levam a perda da visão. Por outro lado, as lentes de contato, quando bem indicadas e adaptadas, propiciam uma visão igual ou superior a proporcionada pelos óculos, e conforme o estudo, podem prevenir uma série de doenças pelo bloqueio da radiação ultravioleta.



Fonte: Association for Research in Vision and Ophthalmology (ARVO)

 

Technorati Tags: , , , , , , , , ,

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A importância da saúde dos olhos.

A visão é um dos mais importantes sentidos que temos, é a forma com a qual conseguimos compreender toda a complexidade do mundo em que vivemos, mas ao mesmo tempo, devido a naturalidade com a qual somos contemplados com ela, deixamos de perceber o quanto ela é essencial.

O olho funciona, em uma visão simplista, como uma câmera fotográfica. A córnea é a lente da máquina; a íris funciona como um diafragma, controlando a quantidade de luz que entra no olho; o cristalino funciona como a objetiva, controlando o foco no que está sendo visto; e a retina, onde temos os fotorreceptores, é o filme desta fantástica máquina. Assim como as máquinas fotográficas mais modernas, temos um processador que irá analisar estas informações, que é o cérebro.

Qualquer alteração em algum destes pontos irá provocar uma distorção ou até mesmo a perda da capacidade de enxergar. Felizmente a grande maioria destes distúrbios é facilmente resolvida com o uso de algum tipo de correção óptica, seja com o uso de óculos, lentes de contato ou até mesmo através de intervenção cirúrgica. Apenas para se ter uma idéia da incidência de distúrbios oculares, estima-se que 70% da população necessite de óculos.

O diagnóstico precoce de problemas oculares é muito importante para garantir a qualidade da visão, e para tanto é muito importante que a primeira avaliação seja feita nos primeiros meses de vida, permitindo assim que um tratamento adequado evite problemas mais sérios no futuro. A capacidade de enxergar é desenvolvida nos primeiros anos de vida, e qualquer distúrbio não corrigido neste período poderá causar a perda parcial ou completa da visão.

Para as crianças o ideal é que a acuidade visual seja avaliada anualmente, sendo que após a idade escolar esta avaliação poderá ser feita a cada dois anos. Após os 40 anos as avaliações deverão ser mais freqüentes em virtude da necessidade de correção para perto (presbiopia) e da maior incidência de doenças oculares, como o glaucoma e a catarata. Uma visita ao seu oftalmologista permitirá uma análise precisa de sua saúde ocular.

Como vimos a visão é um sentido extremamente complexo, e se não cuidarmos a tempo poderemos perdê-la definitivamente. Se necessitamos de qualquer tipo de correção ocular e não o fazemos, estaremos perdendo detalhes preciosos do mundo em que vivemos, deixando de apreciá-lo em toda a sua plenitude.

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP

Quando Menos é Mais

A cirurgia de catarata sofreu diversas mudanças nos últimos anos. Após a facoemulsificação ter se tornado o padrão ouro para a remoção do cristalino opacificado, muitas técnicas, equipamentos e produtos foram desenvolvidos ou aperfeiçoados para proporcionar uma visão cada vez melhor.

Entende-se como facoemulsificação a técnica onde se utiliza um aparelho especialmente desenvolvido para a cirurgia de catarata que possui uma caneta, conhecida tecnicamente como probe. A ponta desta caneta é introduzida no olho, levando o ultrassom de alta freqüência produzido pelo aparelho para próximo do cristalino. As ondas de choque do ultrassom emulsificam, ou seja, dissolvem o cristalino opacificado dentro do olho, e no seu lugar é implantado uma lente que devolverá a visão ao paciente.

A facoemulsificação foi desenvolvida há mais de 40 anos, mas inicialmente o resultado pós operatório era inferior ao obtido com a cirurgia tradicional, a facectomia extracapsular, onde o cristalino é retirado inteiro através de uma incisão de 5 a 8 mm. Esta técnica é ainda utilizada em cataratas muito maduras, quando o uso do ultrassom pode causar seqüelas. As principais desvantagens desta técnica é a recuperação mais lenta do paciente, os cuidados no pós operatório e a alta incidência de astigmatismo em virtude da sutura da incisão.

A facoemulsificação permite a retirada do cristalino através de uma incisão em torno de 3 mm, o que significa um trauma menor ao olho, uma recuperação mais rápida do paciente e uma visão melhor. Uma das principais vantagens desta técnica é que esta incisão não necessita de sutura, o que reduziu o aparecimento de astigmatismo nos olhos operados.

A técnica foi evoluindo e nos últimos anos a incisão para a emulsificação do cristalino foi reduzido para valores abaixo de 1mm, o que necessita de técnica e materiais especiais para a sua realização. No último mês o autor viajou até a Índia a convite do Dr. Amar Agarwal para conhecer a técnica que desenvolveu para a remoção do cristalino através de uma incisão de 0,7 mm, a mesma espessura de uma lapiseira, conhecida como MicroPhakonit. Além da incisão menor para a retirada do cristalino, outro diferencial é a recuperação mais rápida da visão, onde não é raro o paciente apresentar uma visão de 100% algumas horas após a cirurgia.

Algumas das vantagens e desvantagens desta técnica:

• A menor incisão propicia um trauma menor ao olho e menos, ou nenhum, astigmatismo

• O MicroPhakonit utiliza menos ultrassom, o que reduz em muito as complicações e o tempo de recuperação no pós-operatório

• Necessita de lentes intraoculares especiais para passar pela incisão menor e reduzir o astigmatismo, que podem ser monofocais ou multifocais(visão para perto e longe)

• Não pode ser feita em cataratas muito duras

• Estabilização da visão geralmente ocorre em no máximo duas semanas, metade do tempo em relação a facoemulsificação tradicional

Vale ressaltar que apesar dos avanços, a cirurgia de catarata continua a ser um procedimento com os seus riscos, que embora calculados nos traz desafios ímpares a cada novo paciente. Uma nova técnica, apesar das vantagens, não elimina as técnicas já consagradas e necessitam ser bem indicadas para que se obtenha o resultado desejado.

 

 

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP