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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A importancia da Retinografia em Mosaico

Como toda nova tecnologia, devemos comparar as vantagens e o custo benefício de sua utilização. Quando levamos em conta a prevenção de doenças oculares, a contabilização do custo do exame perde o seu sentido, pois a prevenção permite a manutenção da vida normal do paciente e preserva a sua capacidade de trabalho e de interagir com o ambiente. Abaixo temos a comparação da Retinografia colorida normal e da em Mosaico.

Acima temos uma imagem normal de uma retinografia colorida, que é fundamental para acompanharmos as alterações do fundo do olho, do nervo ocular, da mácula, da disposição dos vasos e da constituição das fibras nervosas e do epitélio pigmentar da retina.

Nesta outra imagem do mesmo paciente, além do fundo do olho, foram realizadas outras imagens que foram agrupadas digitalmente pelo software ImageNet da Topcon. Vemos uma lesão fora do polo posterior, que em uma retinografia colorida simples não seria detectada. O simples registro permite acompanhar a evolução da lesão por anos e verificar alterações que necessitem de intervenção médica. As imagens foram obtidas pelo Retinógrafo não Midriático TRC-NW8 da Topcon, do consultório do Dr. Marco A. Olyntho.
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Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP


Mosaico da Retina

A Oftalmologia é uma especialidade que está diretamente ligada a imagens, mas apesar disso são raros os especialistas que dispõem de equipamentos adequados para o registro de imagens. Em muitos casos, como no Glaucoma, doença neurológica que provoca a perda das fibras nervosas da retina, uma imagem do fundo do olho comparada com outra em um intervalo de 2 a 3 anos, pode ter variações que permitem o diagnóstico muitos anos antes da doença provocar algum sintoma, que em muitas vezes é a perda irreversível do campo visual ou até mesmo da visão. Ao lado uma retinografia colorida obtida pelo retinógrafo TRC-NW8 da Topcon, que permite a obtenção de imagens sem a necessidade do uso de colírios para a dilatação ocular, chamado Retinógrafo não midriático. Um exame como este, feito de rotina pelo Dr. Marco A. Olyntho em seu consultório, pode ser realizado em aproximadamente 10 minutos, o que possibilita a sua obtenção durante a consulta de rotina, sem o desconforto da dilatação, que geralmente impossibilita a execução de atividades habituais como a leitura após a sua utilização.
A retinografia, quando comparada com o exame de fundo de olho numa próxima consulta, permite a detecção de alterações que em uma consulta normal sem a imagem, poderia ser considerado como normal.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Como reduzir o custo do Glaucoma?

O Glaucoma é uma doença ocular com várias facetas. Seu tratamento geralmente consiste em reduzir a pressão ocular utilizando colírios. Os colírios agem de diferentes formas, conforme a sua classe medicamentosa. Ultimamente tivemos o incremento das análogas das prostaglandinas, que são utilizadas isoladamente ou associada a outros colírios. Geralmente os pacientes utilizam associações de dois ou mais colírios para se atingir a "pressão alvo", ou seja, a menor pressão ocular que mantém os danos causados pelo glaucoma sem evolução, identificados pelo campo visual, análise da escavação do disco óptico e da camada de fibras nervosas. Quando atingimos este ponto, dizemos que a doença está controlada, pois até o momento não existe uma cura para o glaucoma, apenas o seu controle clínico. Outra maneira de atingir este controle é através de cirurgia, que se baseia no mesmo princípio clínico dos colírios.

Existem algumas maneiras de reduzir o custo, e até mesmo aumentar a eficiência e a redução dos efeitos colaterais dos colírios. Abaixo segue algumas orientações:

  1. Apenas uma gota é suficiente. Em virtude do pequeno volume comportado pelas pálpebras, apenas uma gota é suficiente para preencher o espaço entre as conjuntivas. Geralmente uma gota ultrapassa este limite. No caso de colírios análogos de prostaglandinas ( Xalatan®, Travatan®, Lumigan® e suas associações), o custo elevado justifica este cuidado, pois o seu volume restrito é compensado com o orifício menor do frasco.
  2. Após pingar os colírios, feche os olhos. Fechar os olhos logo após a instilação ajuda a reduzir os efeitos sistêmicos (queda de pressão, redução dos batimentos cardíacos, alergias, etc) e ajuda na absorção do colírio pelo olho. O tempo necessário para maximizar a absorção é de pelo menos 1 minuto.
  3. Não pingue colírios simultaneamente. Para os pacientes que utilizam mais de 1 colírio, a espera entre uma instilação e a outra não deve ser menor que 10 minutos. Isto evita que um colírio "lave" o outro, reduzindo o efeito que a associação deve provocar.
  4. Peça ajuda. O tamanho diminuto dos frascos, a mira correta e a dificuldade de enxergar para perto, o que atinge a maioria das pessoas acima de 40 anos, torna a tarefa diária de pingar colírios um verdadeiro desafio. Manter-se em um local tranquilo, confortável, e de preferência, deitado, melhora em muito o controle clínico da doença, e isto significa redução de custos.
  5. Utilize associações. Discuta com seu médico a possibilidade de associar colírios. Além de reduzir a quantidade de vezes que é necessário instilar os colírios, o uso de associações geralmente é mais barato e confortável.
  6. Pesquise os melhores preços. Quando perguntamos aos pacientes quanto se está gastando para comprar os colírios, não raro vemos diferenças superiores a 100% entre um paciente e outro. Pesquisar os melhores preços é a melhor maneira de economizar, e muitas farmácias mantém programas de fidelidade que reduz o custo final. Afinal, uma vez diagnosticado o glaucoma, o uso dos colírios deve ser contínuo.
  7. Filie-se a programas de tratamento do glaucoma. Muitas empresas, com o intuito de fidelizar os seus clientes, mantém programas especiais para venda de colírios e apoio para os portadores da doença e seus familiares.

Programa de benefícios

Pfizer® - Colírios: Xalatan®, Xalacom®
Telefone: 0800 12 6644

Para saber outros programas, entre em contato com o serviço de apoio ao cliente da empresa que fabrica o colírio, ou entre em contato com a farmácia de sua preferência.

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Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

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São José do Rio Preto - SP


 

 

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A importância da saúde dos olhos.

A visão é um dos mais importantes sentidos que temos, é a forma com a qual conseguimos compreender toda a complexidade do mundo em que vivemos, mas ao mesmo tempo, devido a naturalidade com a qual somos contemplados com ela, deixamos de perceber o quanto ela é essencial.

O olho funciona, em uma visão simplista, como uma câmera fotográfica. A córnea é a lente da máquina; a íris funciona como um diafragma, controlando a quantidade de luz que entra no olho; o cristalino funciona como a objetiva, controlando o foco no que está sendo visto; e a retina, onde temos os fotorreceptores, é o filme desta fantástica máquina. Assim como as máquinas fotográficas mais modernas, temos um processador que irá analisar estas informações, que é o cérebro.

Qualquer alteração em algum destes pontos irá provocar uma distorção ou até mesmo a perda da capacidade de enxergar. Felizmente a grande maioria destes distúrbios é facilmente resolvida com o uso de algum tipo de correção óptica, seja com o uso de óculos, lentes de contato ou até mesmo através de intervenção cirúrgica. Apenas para se ter uma idéia da incidência de distúrbios oculares, estima-se que 70% da população necessite de óculos.

O diagnóstico precoce de problemas oculares é muito importante para garantir a qualidade da visão, e para tanto é muito importante que a primeira avaliação seja feita nos primeiros meses de vida, permitindo assim que um tratamento adequado evite problemas mais sérios no futuro. A capacidade de enxergar é desenvolvida nos primeiros anos de vida, e qualquer distúrbio não corrigido neste período poderá causar a perda parcial ou completa da visão.

Para as crianças o ideal é que a acuidade visual seja avaliada anualmente, sendo que após a idade escolar esta avaliação poderá ser feita a cada dois anos. Após os 40 anos as avaliações deverão ser mais freqüentes em virtude da necessidade de correção para perto (presbiopia) e da maior incidência de doenças oculares, como o glaucoma e a catarata. Uma visita ao seu oftalmologista permitirá uma análise precisa de sua saúde ocular.

Como vimos a visão é um sentido extremamente complexo, e se não cuidarmos a tempo poderemos perdê-la definitivamente. Se necessitamos de qualquer tipo de correção ocular e não o fazemos, estaremos perdendo detalhes preciosos do mundo em que vivemos, deixando de apreciá-lo em toda a sua plenitude.



Dr. Marco A. Olyntho
Médico Oftalmologista
São José do Rio Preto-SP

O Gato e a Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma das mais importantes doenças oculares em nosso país. É uma doença parasitária causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, e praticamente 60 a 70% da população brasileira já foi infectada. Na primeira infecção a pessoa desenvolve sintomas parecidos com uma gripe fraca por alguma semanas, ou muitas vezes não possui sintoma algum e passa totalmente despercebida. É uma doença que necessita de controle no pré-natal, pois caso a mãe contraia esta infecção ela poderá passar para o feto.

O parasita encontra-se espalhado no ambiente, mas é o gato o seu principal hospedeiro. Os cistos são eliminados nas fezes dos felinos e contaminam o ambiente, como a água, verduras e animais. Os animais, ao ingerirem as fezes do gato, são infectados e transmitem a doença através da carne, pois o cisto cai na circulação sanguínea e se aloja nos músculos. A ingestão de carne mal cozida é uma das principais formas de transmissão da doença, sendo que em regiões onde o hábito de consumir grande quantidade deste alimento a incidência da doença é de quase 100% da população.
No corpo humano, o cisto após a sua ingestão, vai para a circulação sanguínea e se multiplica, alojando-se preferencialmente em músculos e em nervos. Pode causar febre, dores musculares, aumento dos linfonodos (ínguas) por algumas semanas, e após esta fase entra em latência (adormece), permanecendo em nosso corpo na forma de cistos. Em pacientes com a defesa imunológica comprometida pode causar até mesmo a morte. Se a doença for passada a uma criança antes de nascer, esta poderá nascer sem nenhum sintoma e vir a desenvolver a doença meses ou anos após a contaminação, acometendo os olhos e o cérebro.
Em virtude da sua preferência por nervos, os cistos da Toxoplasmose se alojam com facilidade na retina. Ao provocar a doença, causam uma inflamação chamada retinocoroidite, que compromete todas as camadas da visão. Quando localizada na periferia pode provocar embaçamento da visão, a percepção de pontos que passeiam no centro da visão, chamados de moscas volantes, ou simplesmente olho vermelho. Em muitos casos a pessoa apresenta apenas uma infecção e nunca mais apresenta outros sintomas. Em outras a doença volta a aparecer e causar seqüelas. Quando isto acontece no olho, a cicatriz de uma inflamação anterior volta a ficar ativa e produz uma nova cicatriz ao seu lado, pois o limite da cicatriz continua cheio de cistos. Caso as lesões atinjam a mácula, o centro da visão, a pessoa acaba por perder totalmente a visão.
O tratamento da Toxoplasmose pode ser feito na primeira infecção, o que é difícil de diagnosticar em virtude da sua similaridade com a gripe. No caso do diagnóstico ser feito logo após o nascimento, o uso de medicamentos que matem os cistos podem ser necessários por até um ano. No caso de doença ocular, na fase da infecção aguda, o uso de antiinflamatórios e antibióticos auxiliam no controle e redução dos sintomas.
A toxoplasmose pode ser prevenida com alguns cuidados básicos. O cisto morre a temperaturas em torno de 150 graus Celsius, ou seja, o preparo adequado dos alimentos evita a infecção. Alimentos mantidos no freezer por mais de 24 horas e lavar as verduras com hipoclorito (água sanitária diluída) também o inativam. A doença na gestação pode ser identificada através de exames de sangue específicos. No caso de suspeita de infecção, a mãe deverá ser tratada e o recém nascido deverá ser acompanhado por um oftalmologista após o nascimento. É aconselhado que os animais domésticos fiquem fora de casa no período gestacional.

 

 

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

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São José do Rio Preto - SP


O Olho Diabético

O Diabetes Mellitus é uma disfunção metabólica que afeta o controle dos açucares no sangue e também repercute no metabolismo das gorduras e das proteínas. É uma doença complexa que necessita de um grande empenho do paciente para ser controlada, seja através da dieta adequada, com o uso de medicamentos para a regulação da glicose, um açúcar importante para a manutenção do nosso metabolismo, ou através da mudança dos hábitos de vida, além da visita regular ao seu médico. Estima-se no Brasil que 12% da população seja portadora de uma das formas de Diabetes, o que significa que há aproximadamente 10 milhões de diabéticos em nosso país, o que coloca esta doença como um dos mais importantes problemas de saúde pública.

O excesso de açúcar no sangue, que pode ser medido por um exame simples, provoca uma série de lesões no corpo humano, principalmente nos vasos sanguíneos, que expostos as altas taxas de glicose por um longo período de tempo acabam por serem danificados e perdem a capacidade de transportar adequadamente todos os elementos do sangue, provocando o vazamento de líquidos e proteínas para os tecidos próximos. Outras importantes estruturas que sofrem os efeitos do Diabetes são os nervos, os rins e o coração.

No olho o diabetes pode provocar alterações imediatas ou de longo prazo. Uma das alterações imediatas é o embaçamento visual provocado pela hiperglicemia. O aumento do açúcar no sangue afeta o equilíbrio dos líquidos oculares e do cristalino, alterando o trajeto da luz dentro do olho e portanto, levando a alteração da refração necessária para obter a visão normal. Quando a glicemia reduz, a visão melhora.

A Catarata, que é a perda de transparência do cristalino, é um outro problema causado pelo diabetes. Há casos de pacientes que desenvolveram catarata em um curto período de tempo em decorrência da alta glicemia, mas o mais comum são as alterações que aparecem no longo prazo. Outra doença ocular associada ao diabetes é o glaucoma, que é uma neuropatia que leva a perda progressiva de visão, começando na periferia e evolui até a perda da visão central.

As alterações de longo prazo são decorrentes de anos de diabetes não controlado e associado a lesão nos vasos sanguíneos, que afetam a retina, e consequentemente, a visão. É chamada de Retinopatia diabética, e pode ser dividida na forma não proliferativa e forma proliferativa. A forma não proliferativa é caracterizada pelas alterações vasculares como os microaneurismas, os bloqueios vasculares, as hemorragias e o vazamento de líquidos na retina. Pode ocorrer comprometimento da visão, mas o controle do diabetes pode retardar o aparecimento de lesões mais graves ou levar a melhora das lesões já existentes.

Na forma proliferativa, que é a forma mais severa, há o crescimento de novos vasos na retina que são anormais e frágeis, provocando hemorragias e trações da retina e vítreo que levam ao descolamento da retina, provocando baixa da visão ou até mesmo cegueira.

A principal forma de tratamento da Retinopatia Diabética é a prevenção. A visita a um especialista e a realização de exames específicos permitirá a prevenção do aparecimento de alterações mais graves. A utilização de laser para a cauterização de vasos alterados pode evitar a evolução da doença, e a utilização de medicamentos que permitem o controle do crescimento dos vasos pode evitar a necessidade de uma cirurgia e a perda definitiva da visão. Por ser uma doença crônica, quanto antes diagnosticada e controlada, maior é a chance de uma vida com melhor qualidade e visão saudável no futuro.

 

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

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São José do Rio Preto - SP