Mostrando postagens com marcador reabilitação da visão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reabilitação da visão. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de junho de 2015

O envelhecimento da visão

Nosso corpo sofre com o passar dos anos, principalmente ao adentrarmos a fase da “melhor idade”, onde é necessário visitas mais constantes ao medico, e principalmente ao oftalmologista, para diagnosticar possíveis problemas. Estas mudanças são decorrentes do processo natural de envelhecimento provocado pela oxidação das células, devido as inúmeras reações químicas em nosso organismo. Apesar de não conhecermos com precisão como este processo ocorre, sabemos que algumas substancias nos protegem, como os antioxidantes, ou anti radicais livres, e outros aceleram, como o tabagismo, sedentarismo e o diabetes.

Duas importantes doenças que ocorrem com maior freqüência conforme envelhecemos são a catarata, a principal causa de cegueira reversível, e o glaucoma, uma causa de cegueira irreversível que pode ser tratada e prevenida, ambas já discutidas nesta coluna.

Outra importante causa de cegueira nos países desenvolvidos, e provavelmente no Brasil, é a Degeneração Macular relacionada a idade. É uma doença que afeta a mácula, responsável pela nossa visão central na retina, o que pode levar ao comprometimento de atividades habituais, como a leitura, o reconhecimento de fácies ou a habilidade para dirigir. Atinge pessoas geralmente a partir dos 60 anos, sendo que há o aumento da chance de desenvolver este problema com o envelhecimento.

Há duas formas da doença, conhecidas popularmente como forma úmida e seca. A forma seca é responsável por 80% dos casos, é a forma menos agressiva, mas também não possui um tratamento efetivo. É responsável por 20% dos casos de cegueira relacionados com a degeneração macular. Nesta forma há o depósito de uma substancia amarelada em uma das camadas da retina, que recebe o nome de drusas, que aparecem ao redor da mácula, e acredita-se que sejam restos do metabolismo das células desta região. O acúmulo de várias drusas pode provocar um quadro de atrofia das células da retina, piorando a visão. Em alguns estudos financiados pelo governo americano descobriu-se que pessoas que comem alimentos ricos em betacaroteno (beterraba, cenoura), vitamina C (encontrada em frutas cítricas como laranja e acerola) e vitamina E (encontrado em cereais) possuem uma chance menor de desenvolver a doença, ou se já a possuem, demoram mais tempo para apresentar piora.

A forma úmida é mais rara, causa mais danos a visão e é responsável por 80% dos casos de cegueira da degeneração macular. Nesta forma há o crescimento de vasos sanguíneos defeituosos entre as camadas da retina, e a perda de líquidos através dos vasos, assim como hemorragias nesta região, levam a perda de visão progressiva. Para esta forma há diversas formas de tratamento, algumas com melhores resultados do que outras, sendo que as pessoas respondem diferentemente ao tratamento. Pode ser utilizado laser para a cauterização dos vasos, com o uso de substancias que potencializam a sua ação nesta região; injeções de substancias que inibem o crescimento dos mesmos, ou cirurgia. O tratamento dependerá da extensão da lesão, visão e possível resposta ao tratamento.

Esta doença costuma afetar mais mulheres do que homens, sendo mais comum naquelas que possuem pele e olhos claros. A obesidade é outro fator de risco, assim como a hipertensão arterial, a presença de pessoas na família com a doença e em fumantes. Apesar do tratamento em muitos casos não provocar a melhora da visão, o diagnóstico precoce pode permitir a mudança de hábitos que abreviem o aparecimento desta doença, ou incorporar outros que possam reduzir a velocidade do seu desenvolvimento.

Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP

domingo, 9 de janeiro de 2011

Nintendo alerta sobre os riscos de jogos 3D para crianças

A Nintendo emitiu um alerta na última semana sobre os riscos da utilização de jogos eletrônicos em 3D para crianças menores de 6 anos, tecnologia que a empresa pretende lançar em breve no Japão e que ainda não está disponível no mercado.

Segundo a empresa japonesa, crianças com 6 anos de idade ou menos não devem utilizar jogos em 3D no console de mão Nintendo 3DS, ainda não lançado, devido ao risco das imagens em 3 dimensões poderem causar danos ao desenvolvimento da visão se utilizada por longos períodos de tempo.

Diferente dos cinemas em 3D e televisores que necessitam de óculos especiais para permitir o efeito tridimensional das imagens, o novo console Nintendo 3DS promete ser um dos primeiros produtos no mercado a gerar este efeito sem a utilização destes óculos.

Ainda não está claro qual é o risco para a saúde na utilização de imagens geradas em 3D sem óculos em relação àquelas obtidas com a utilização destes. A Sony, outra fabricante japonesa de produtos eletrônicos que utiliza a tecnologia 3D com a utilização de óculos, também alerta seus usuários quanto aos riscos potenciais à saude, segundo o Washington Post. O porta voz da companhia disse que não há evidências médicas sobre os efeitos negativos da visualização de imagens em 3D. Outros fabricantes de produtos em 3D como a Samsung e Panasonic também alertam em seus websites sobre riscos potenciais à saúde de crianças.

Sintomas como náuseas e tonturas foram reportadas por várias pessoas que assistiram filmes em 3D desde quando estes foram lançados em 1950. Nesta época o efeito era gerado através da utilização de óculos bicolores feitos de papel. A tecnologia evoluiu para óculos com lentes especiais polarizadas ou que são ativadas sincronicamente com as imagens apresentadas, gerando um efeito mais real e com menos desconforto visual.

Apesar do alerta da indústria, oftalmologistas dizem que não há provas que imagens geradas em 3-D, com ou sem óculos, possam causar qualquer problema ao desenvolvimento da visão. Segundo o Dr. Steven E. Rosenberg, oftalmologista pediátrico do New York Eye and Ear Infirmary, imagens em 3D geradas em telas, com ou sem óculos especiais, funcionam da mesma maneira ao mostrar imagens separadas no olho direito e no esquerdo, sendo que o cérebro combina as duas imagens para criar uma imagem em 3D. Ele disse que não há razões para acreditar que o desenvolvimento da visão possa ser diferente para quem observa estas imagens.

Um outro especialista, o Dr. Lawrence Tychsen, professor de pediatria e oftalmologia da Washington University, realizou experiências para avaliar o impacto das imagens em 3D em macacos Rhesus. Durante 3 meses, macacos bebês utilizaram óculos 3D observando imagens em uma tela. Após este período a visão destes macacos foram avaliadas e comparadas com outros macacos, e não houve mudança alguma no desenvolvimento da visão.

Mas há outras teorias sobre o risco à visão se houver uma utilização extrema destas imagens. Segundo Kristina Tarczy-Hornoch, diretora do Vision Development Institute no Children's Hospital Los Angeles, é possivel que a utilização por muitas horas provoque algum efeito no desenvolvimento normal da visão binocular.

Acredita-se que a recente preocupação da indústria com esta nova tecnologia se deva aos diversos casos reportados de indução de crises epiléticas em usuários portadores deste mal. A exposição a flashes de luz, presentes em video games, desencadeava a crise em crianças susceptíveis.

Não existe provas científicas que justifiquem a preocupação dos fabricantes de equipamentos eletrônicos com a utilização das imagens em 3D por crianças. O que preocupa vários especialistas é a utilização extrema destas tecnologias por tempo prolongado e a enorme quantidade de informação recebida e processada por estas crianças. Talvez a grande pergunta seja: Você gostaria que seu filho fique imerso em seu video game, 3D ou não, ao invés de interagir com o ambiente em que vive?

 

Fonte: New York Times, Washington Post

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Como reduzir o custo do Glaucoma?

O Glaucoma é uma doença ocular com várias facetas. Seu tratamento geralmente consiste em reduzir a pressão ocular utilizando colírios. Os colírios agem de diferentes formas, conforme a sua classe medicamentosa. Ultimamente tivemos o incremento das análogas das prostaglandinas, que são utilizadas isoladamente ou associada a outros colírios. Geralmente os pacientes utilizam associações de dois ou mais colírios para se atingir a "pressão alvo", ou seja, a menor pressão ocular que mantém os danos causados pelo glaucoma sem evolução, identificados pelo campo visual, análise da escavação do disco óptico e da camada de fibras nervosas. Quando atingimos este ponto, dizemos que a doença está controlada, pois até o momento não existe uma cura para o glaucoma, apenas o seu controle clínico. Outra maneira de atingir este controle é através de cirurgia, que se baseia no mesmo princípio clínico dos colírios.

Existem algumas maneiras de reduzir o custo, e até mesmo aumentar a eficiência e a redução dos efeitos colaterais dos colírios. Abaixo segue algumas orientações:

  1. Apenas uma gota é suficiente. Em virtude do pequeno volume comportado pelas pálpebras, apenas uma gota é suficiente para preencher o espaço entre as conjuntivas. Geralmente uma gota ultrapassa este limite. No caso de colírios análogos de prostaglandinas ( Xalatan®, Travatan®, Lumigan® e suas associações), o custo elevado justifica este cuidado, pois o seu volume restrito é compensado com o orifício menor do frasco.
  2. Após pingar os colírios, feche os olhos. Fechar os olhos logo após a instilação ajuda a reduzir os efeitos sistêmicos (queda de pressão, redução dos batimentos cardíacos, alergias, etc) e ajuda na absorção do colírio pelo olho. O tempo necessário para maximizar a absorção é de pelo menos 1 minuto.
  3. Não pingue colírios simultaneamente. Para os pacientes que utilizam mais de 1 colírio, a espera entre uma instilação e a outra não deve ser menor que 10 minutos. Isto evita que um colírio "lave" o outro, reduzindo o efeito que a associação deve provocar.
  4. Peça ajuda. O tamanho diminuto dos frascos, a mira correta e a dificuldade de enxergar para perto, o que atinge a maioria das pessoas acima de 40 anos, torna a tarefa diária de pingar colírios um verdadeiro desafio. Manter-se em um local tranquilo, confortável, e de preferência, deitado, melhora em muito o controle clínico da doença, e isto significa redução de custos.
  5. Utilize associações. Discuta com seu médico a possibilidade de associar colírios. Além de reduzir a quantidade de vezes que é necessário instilar os colírios, o uso de associações geralmente é mais barato e confortável.
  6. Pesquise os melhores preços. Quando perguntamos aos pacientes quanto se está gastando para comprar os colírios, não raro vemos diferenças superiores a 100% entre um paciente e outro. Pesquisar os melhores preços é a melhor maneira de economizar, e muitas farmácias mantém programas de fidelidade que reduz o custo final. Afinal, uma vez diagnosticado o glaucoma, o uso dos colírios deve ser contínuo.
  7. Filie-se a programas de tratamento do glaucoma. Muitas empresas, com o intuito de fidelizar os seus clientes, mantém programas especiais para venda de colírios e apoio para os portadores da doença e seus familiares.

Programa de benefícios

Pfizer® - Colírios: Xalatan®, Xalacom®
Telefone: 0800 12 6644

Para saber outros programas, entre em contato com o serviço de apoio ao cliente da empresa que fabrica o colírio, ou entre em contato com a farmácia de sua preferência.

Technorati Tags: , , ,

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP


 

 

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A importância da saúde dos olhos.

A visão é um dos mais importantes sentidos que temos, é a forma com a qual conseguimos compreender toda a complexidade do mundo em que vivemos, mas ao mesmo tempo, devido a naturalidade com a qual somos contemplados com ela, deixamos de perceber o quanto ela é essencial.

O olho funciona, em uma visão simplista, como uma câmera fotográfica. A córnea é a lente da máquina; a íris funciona como um diafragma, controlando a quantidade de luz que entra no olho; o cristalino funciona como a objetiva, controlando o foco no que está sendo visto; e a retina, onde temos os fotorreceptores, é o filme desta fantástica máquina. Assim como as máquinas fotográficas mais modernas, temos um processador que irá analisar estas informações, que é o cérebro.

Qualquer alteração em algum destes pontos irá provocar uma distorção ou até mesmo a perda da capacidade de enxergar. Felizmente a grande maioria destes distúrbios é facilmente resolvida com o uso de algum tipo de correção óptica, seja com o uso de óculos, lentes de contato ou até mesmo através de intervenção cirúrgica. Apenas para se ter uma idéia da incidência de distúrbios oculares, estima-se que 70% da população necessite de óculos.

O diagnóstico precoce de problemas oculares é muito importante para garantir a qualidade da visão, e para tanto é muito importante que a primeira avaliação seja feita nos primeiros meses de vida, permitindo assim que um tratamento adequado evite problemas mais sérios no futuro. A capacidade de enxergar é desenvolvida nos primeiros anos de vida, e qualquer distúrbio não corrigido neste período poderá causar a perda parcial ou completa da visão.

Para as crianças o ideal é que a acuidade visual seja avaliada anualmente, sendo que após a idade escolar esta avaliação poderá ser feita a cada dois anos. Após os 40 anos as avaliações deverão ser mais freqüentes em virtude da necessidade de correção para perto (presbiopia) e da maior incidência de doenças oculares, como o glaucoma e a catarata. Uma visita ao seu oftalmologista permitirá uma análise precisa de sua saúde ocular.

Como vimos a visão é um sentido extremamente complexo, e se não cuidarmos a tempo poderemos perdê-la definitivamente. Se necessitamos de qualquer tipo de correção ocular e não o fazemos, estaremos perdendo detalhes preciosos do mundo em que vivemos, deixando de apreciá-lo em toda a sua plenitude.

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP

Quando Menos é Mais

A cirurgia de catarata sofreu diversas mudanças nos últimos anos. Após a facoemulsificação ter se tornado o padrão ouro para a remoção do cristalino opacificado, muitas técnicas, equipamentos e produtos foram desenvolvidos ou aperfeiçoados para proporcionar uma visão cada vez melhor.

Entende-se como facoemulsificação a técnica onde se utiliza um aparelho especialmente desenvolvido para a cirurgia de catarata que possui uma caneta, conhecida tecnicamente como probe. A ponta desta caneta é introduzida no olho, levando o ultrassom de alta freqüência produzido pelo aparelho para próximo do cristalino. As ondas de choque do ultrassom emulsificam, ou seja, dissolvem o cristalino opacificado dentro do olho, e no seu lugar é implantado uma lente que devolverá a visão ao paciente.

A facoemulsificação foi desenvolvida há mais de 40 anos, mas inicialmente o resultado pós operatório era inferior ao obtido com a cirurgia tradicional, a facectomia extracapsular, onde o cristalino é retirado inteiro através de uma incisão de 5 a 8 mm. Esta técnica é ainda utilizada em cataratas muito maduras, quando o uso do ultrassom pode causar seqüelas. As principais desvantagens desta técnica é a recuperação mais lenta do paciente, os cuidados no pós operatório e a alta incidência de astigmatismo em virtude da sutura da incisão.

A facoemulsificação permite a retirada do cristalino através de uma incisão em torno de 3 mm, o que significa um trauma menor ao olho, uma recuperação mais rápida do paciente e uma visão melhor. Uma das principais vantagens desta técnica é que esta incisão não necessita de sutura, o que reduziu o aparecimento de astigmatismo nos olhos operados.

A técnica foi evoluindo e nos últimos anos a incisão para a emulsificação do cristalino foi reduzido para valores abaixo de 1mm, o que necessita de técnica e materiais especiais para a sua realização. No último mês o autor viajou até a Índia a convite do Dr. Amar Agarwal para conhecer a técnica que desenvolveu para a remoção do cristalino através de uma incisão de 0,7 mm, a mesma espessura de uma lapiseira, conhecida como MicroPhakonit. Além da incisão menor para a retirada do cristalino, outro diferencial é a recuperação mais rápida da visão, onde não é raro o paciente apresentar uma visão de 100% algumas horas após a cirurgia.

Algumas das vantagens e desvantagens desta técnica:

• A menor incisão propicia um trauma menor ao olho e menos, ou nenhum, astigmatismo

• O MicroPhakonit utiliza menos ultrassom, o que reduz em muito as complicações e o tempo de recuperação no pós-operatório

• Necessita de lentes intraoculares especiais para passar pela incisão menor e reduzir o astigmatismo, que podem ser monofocais ou multifocais(visão para perto e longe)

• Não pode ser feita em cataratas muito duras

• Estabilização da visão geralmente ocorre em no máximo duas semanas, metade do tempo em relação a facoemulsificação tradicional

Vale ressaltar que apesar dos avanços, a cirurgia de catarata continua a ser um procedimento com os seus riscos, que embora calculados nos traz desafios ímpares a cada novo paciente. Uma nova técnica, apesar das vantagens, não elimina as técnicas já consagradas e necessitam ser bem indicadas para que se obtenha o resultado desejado.

 

 

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP

O Gato e a Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma das mais importantes doenças oculares em nosso país. É uma doença parasitária causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, e praticamente 60 a 70% da população brasileira já foi infectada. Na primeira infecção a pessoa desenvolve sintomas parecidos com uma gripe fraca por alguma semanas, ou muitas vezes não possui sintoma algum e passa totalmente despercebida. É uma doença que necessita de controle no pré-natal, pois caso a mãe contraia esta infecção ela poderá passar para o feto.

O parasita encontra-se espalhado no ambiente, mas é o gato o seu principal hospedeiro. Os cistos são eliminados nas fezes dos felinos e contaminam o ambiente, como a água, verduras e animais. Os animais, ao ingerirem as fezes do gato, são infectados e transmitem a doença através da carne, pois o cisto cai na circulação sanguínea e se aloja nos músculos. A ingestão de carne mal cozida é uma das principais formas de transmissão da doença, sendo que em regiões onde o hábito de consumir grande quantidade deste alimento a incidência da doença é de quase 100% da população.
No corpo humano, o cisto após a sua ingestão, vai para a circulação sanguínea e se multiplica, alojando-se preferencialmente em músculos e em nervos. Pode causar febre, dores musculares, aumento dos linfonodos (ínguas) por algumas semanas, e após esta fase entra em latência (adormece), permanecendo em nosso corpo na forma de cistos. Em pacientes com a defesa imunológica comprometida pode causar até mesmo a morte. Se a doença for passada a uma criança antes de nascer, esta poderá nascer sem nenhum sintoma e vir a desenvolver a doença meses ou anos após a contaminação, acometendo os olhos e o cérebro.
Em virtude da sua preferência por nervos, os cistos da Toxoplasmose se alojam com facilidade na retina. Ao provocar a doença, causam uma inflamação chamada retinocoroidite, que compromete todas as camadas da visão. Quando localizada na periferia pode provocar embaçamento da visão, a percepção de pontos que passeiam no centro da visão, chamados de moscas volantes, ou simplesmente olho vermelho. Em muitos casos a pessoa apresenta apenas uma infecção e nunca mais apresenta outros sintomas. Em outras a doença volta a aparecer e causar seqüelas. Quando isto acontece no olho, a cicatriz de uma inflamação anterior volta a ficar ativa e produz uma nova cicatriz ao seu lado, pois o limite da cicatriz continua cheio de cistos. Caso as lesões atinjam a mácula, o centro da visão, a pessoa acaba por perder totalmente a visão.
O tratamento da Toxoplasmose pode ser feito na primeira infecção, o que é difícil de diagnosticar em virtude da sua similaridade com a gripe. No caso do diagnóstico ser feito logo após o nascimento, o uso de medicamentos que matem os cistos podem ser necessários por até um ano. No caso de doença ocular, na fase da infecção aguda, o uso de antiinflamatórios e antibióticos auxiliam no controle e redução dos sintomas.
A toxoplasmose pode ser prevenida com alguns cuidados básicos. O cisto morre a temperaturas em torno de 150 graus Celsius, ou seja, o preparo adequado dos alimentos evita a infecção. Alimentos mantidos no freezer por mais de 24 horas e lavar as verduras com hipoclorito (água sanitária diluída) também o inativam. A doença na gestação pode ser identificada através de exames de sangue específicos. No caso de suspeita de infecção, a mãe deverá ser tratada e o recém nascido deverá ser acompanhado por um oftalmologista após o nascimento. É aconselhado que os animais domésticos fiquem fora de casa no período gestacional.

 

 

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP


Lentes de Contato – Solução para quem não gosta de óculos

A maioria dos pacientes que usam óculos sonham em um dia deixar de usá-los. Muitos pensam em cirurgias ou até mesmo abandonam o uso dos óculos por considerá-los desconfortáveis ou antiestéticos, apesar da melhora da visão que estes proporcionam. Felizmente para estes pacientes há um recurso que permite associar a boa visão sem o uso de óculos e sem a realização de cirurgias, com a utilização de lentes de contato.

Existem diversos tipos de lentes de contato, como as rígidas, indicadas para pacientes que possuem irregularidades na córnea, e as gelatinosas, indicadas para a maioria dos pacientes. Dentre estas existem as descartáveis, de uso prolongado, as tóricas e as multifocais. Os compostos que as formam são dos mais variados possíveis, permitindo variações no conforto e na tolerância ao uso prolongado.

As lentes de contato possuem outras vantagens em relação ao óculos além do estético. Pelo seu contato com os olhos as lentes são indicadas para a prática de esportes, onde o uso de óculos convencionais não são apropriados, propiciando ao usuário a ampliação do seu campo visual, pois não há armações ou lentes “atrapalhando” a visão. Também não sofrem com a luz refletindo nelas, o que prejudica pessoas que necessitam dirigir a noite e sentem o desconforto da luz refletindo nos óculos. Outra vantagem é a possibilidade de utilizar óculos de sol sem se preocupar com a visão e com a ausência dos óculos de grau habituais.

As lentes de contato atuais são produzidas com materiais que filtram os raios ultravioletas, produzindo uma proteção adicional e com isso reduzindo o aparecimento de catarata e degeneração macular. Hoje são indicadas não apenas para as pessoas que possuem miopia ou hipermetropia, mas também para aqueles que possuem astigmatismo e presbiopia, popularmente conhecido como vista cansada, que acomete as pessoas acima dos 40 anos. Há as lentes cosméticas, ou seja, que podem ou não possuir grau, mas alteram a cor dos olhos do paciente.

Mas as lentes de contato não apresentam apenas vantagens. Elas não são indicadas para todos os pacientes, como os óculos, pois há pessoas que não podem utilizá-las em decorrências de doenças oculares, alergias e alterações no formato do olho que somente uma consulta ao oftalmologista consegue identificar. Não é o mesmo grau dos óculos que é utilizado nas lentes, devendo o usuário passar por uma consulta onde a lente será calculada para se adaptar corretamente nos olhos, assim como será verificado se ela não está provocando alguma reação indesejada em virtude da alteração na oxigenação da córnea.

Outra desvantagem das lentes é em virtude do cuidado com a sua limpeza. As lentes devem ser acondicionadas em estojos especiais quando não estiverem sendo utilizadas e imersas em um produto adequado a sua limpeza e conservação. A utilização de produtos não adequados propicia o crescimento de microorganismo que podem causar doenças nos olhos, e em alguns casos levando a perda da visão, como as provocadas por amebas e fungos. Estas doenças são diagnosticadas principalmente em pacientes que utilizam erroneamente as lentes e não seguem as orientações de um oftalmologista, acometendo principalmente usuários de lentes de contato cosméticas, que costumam adquirir suas lentes em óticas e farmácias e não recebem aconselhamento adequado.

As lentes de contato não substituem os óculos, pois haverá momentos que as mesmas não poderão ser utilizadas, por exemplo quando os olhos estiverem irritados. Quando utilizadas corretamente são tão seguras quanto os óculos, mas para isto somente utilize lentes recomendadas pelo seu oftalmologista e o visite com regularidade para detectar problemas precocemente.

 

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP


Glaucoma, uma doença insidiosa.

O glaucoma constitui um grupo de doenças oculares que sorrateiramente “rouba” a visão, e no estágio inicial geralmente não produz qualquer sintoma. Estudos demonstram que praticamente metade das pessoas que tem a doença não tem a menor noção que a possuem.

A perda de visão é provocada por danos ao nervo óptico, que simbolicamente representa um cabo elétrico com milhões de fios que se conectam aos fotorreceptores, que são as estruturas responsáveis por transformar o que enxergamos em impulsos elétricos. Estes impulsos são conduzidos pelo nervo óptico até a região posterior do cérebro, que é a região responsável pelo processamento das imagens recebidas pelo olho.

Ainda não se sabe bem ao certo o que causa o glaucoma, tão pouco é conhecido um tratamento específico. Através da análise do nervo óptico no exame oftalmológico ou com o uso de exames que medem o campo visual e a sensibilidade dos fotorreceptores, é possível diagnosticar e avaliar a progressão da doença. O glaucoma acomete inicialmente a periferia da visão, por isso dificilmente o paciente percebe o seu início. Progressivamente as fibras nervosas, ou seja, os fios que formam o nervo óptico, começam a morrer e conseqüentemente perdem a capacidade de transmitir as imagens para o cérebro.

O que se sabe é que a pressão intraocular possui uma função importante no controle da doença. Apesar de haver uma faixa de pressão conhecida como “normal”, observamos a incidência da doença em pacientes que estão dentro desta faixa. A utilização de colírios para baixa-la é uma das maneiras de impedir a progressão do glaucoma, e o que se conhece como a pressão ideal somente é possível através da avaliação da mesma antes do tratamento, da severidade do dano glaucomatoso e da idade do paciente. Nesta análise é muito importante o exame do fundo do olho, que permite identificar os sinais precoces do glaucoma.

O glaucoma apresenta diversas facetas e formas de desenvolvimento, acometendo crianças na sua forma congênita, associado a outras doenças oculares, a transmissão familiar e ao envelhecimento. A melhor forma de controlá-la é com o diagnóstico precoce e tratamento adequado.

 

 

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP


Garantindo a Visão no Futuro

Os pais se preocupam com vários aspectos da saúde dos filhos, desde o pré-natal, logo após o parto, já sob os cuidados do pediatra e segue por toda a infância. Assim como a alimentação, os estímulos do ambiente e a prevenção das doenças comuns na infância são importantes para o desenvolvimento saudável. Para a visão não é diferente, principalmente porque não nascemos com ela totalmente desenvolvida, e o que e como enxergamos depende do desenvolvimento adequado desde os primeiros dias de vida até o início da vida escolar.

As doenças ou problemas que afetam os olhos neste período são raros, mas podem ser tratadas e com isso garantir uma visão normal. Entre os problemas mais c omuns diagnosticados estão o estrabismo ou olho torto; erros refracionais, como miopia, hipermetropia e astigmatismo; ambliopia ou olho preguiçoso e ptose ou pálpebra caída.

O estrabismo ou olho torto é uma das principais queixas dos pais e geralmente responsável pela primeira visita ao consultório. Geralmente o que se pensa ser estrabismo é na verdade um falso estrabismo e desaparece com o crescimento. O estrabismo verdadeiro é dificilmente percebido pela família e pode levar a perda da visão binocular, redução ou perda da visão de um dos olhos devido a falta de estímulo adequado. Esta perda é chamada ambliopia, e quando diagnosticada precocemente pode ser tratada com o uso de tampão no olho bom para estimular a visão do olho preguiçoso.

Os erros refracionais também podem causar ambliopia quando a diferença de grau é suficiente para privar a visão em um dos olhos. Isto é comum quando há uma diferença de grau muito grande de um olho para o outro suficiente para que o nosso cérebro precise intervir e “desligue” o olho com visão pior. O que enxergamos é a somatória da visão nos dois olhos, e quando um dos olhos capta uma imagem que é de baixa qualidade e é diferente da melhor visão obtida, ele prioriza o olho melhor e o pior não se desenvolve completamente, e se não houver a correção antes da idade escolar, há a perda da visão apesar de estruturalmente o olho ser normal.

A ptose é outro problema que pode causar ambliopia, se a queda da pálpebra for suficiente para cobrir a pupila do olho afetado. Pode ser de origem congênita ou em decorrência de trauma durante o parto ou alguma inflamação. Outras doenças mais raras podem levar a cegueira, como a catarata congênita, comum em mães que contraem rubéola durante a gestação; a retinopatia da prematuridade que acomete crianças que ficaram longo tempo em incubadoras; e uma das doenças mais sérias é o retinoblastoma, um tumor que pode ser tratado com cura na fase inicial, mas pode levar a morte se não tratado.

Crianças geralmente não percebem que enxergam mal, pois não sabem se sua visão é normal. Muitas vezes uma simples foto nos dá pistas valiosas sobre os olhos, seja se estão tortos ou se possuem um brilho ou reflexo diferente do normal, como no retinoblastoma e na catarata, onde o reflexo vermelho é substituído por um esbranquiçado. A visita a um oftalmologista nos primeiros meses de vida é suficiente para identificar e tratar estas doenças e estabelecer um plano de visitas que garanta um desenvolvimento saudável da visão.

 

Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP



Catarata – Reabilitando a Visão

O olho humano se assemelha a uma câmera fotográfica. A lente que faz o zoom e serve para focalizar os objetos tanto longe como perto recebe o nome de cristalino e está localizado atrás da íris, que confere a cor aos olhos e serve para regular a quantidade de luz. O cristalino sofre alterações durante toda a vida, e em geral após os 40 anos há perda da capacidade de focalizar os objetos para perto, sendo necessário compensar esta dificuldade com óculos. Outra alteração que esta lente pode apresentar é a perda da transparência, o que é chamado de catarata. Estima-se que 50% das pessoas acima de 60 anos possuam este transtorno, mas pessoas mais jovens também podem ser acometidas em decorrência de doenças como a rubéola.

A catarata leva a uma perda gradativa da visão, e muitas vezes só é percebida quando limita a realização de tarefas habituais, como dirigir ou assistir televisão. É comum a queixa de halos ao olhar para a luz ou dificuldade para perceber cores no estágio inicial, até a completa incapacidade de enxergar, levando a uma cegueira que pode ser tratada com a remoção do cristalino defeituoso, substituindo-o por uma lente. Com uma lente adequada é possível corrigir a visão para longe, e com a utilização de lentes especiais, até mesmo a visão para perto.

A cirurgia de catarata pode ser feita de diversas maneiras. A cirurgia tradicional é conhecida como extracapsular, ou seja, é feito uma abertura no olho que permite a remoção do cristalino inteiro. Após a remoção é inserida uma lente e dado pontos para o fechamento da incisão. Esta cirurgia é feita mundialmente e de custo baixo, não necessitando de equipamentos muito sofisticados, mas unicamente da habilidade do cirurgião.

Outra forma de se remover a catarata é através da facoemulsificação. Nesta técnica o cirurgião utiliza um aparelho de ultrassom para fragmentar o cristalino em pequenos pedaços que são aspirados por uma cânula através de uma incisão de 3,2 mm ou menor. Geralmente não é necessário dar pontos e a lente é introduzida no olho dobrada através da mesma incisão. No Brasil esta técnica ganhou força a partir da década de 90, sendo que um dos precursores desta técnica, o Dr. Benicio Dini de Mendonça, foi um dos primeiros a trazer esta tecnologia para a região e a utilizá-la para operar pacientes nas campanhas de catarata na cidade de Ibirá, que dispõem dos equipamentos e materiais especiais necessários para a sua realização.

Apenas por curiosidade, hoje esta técnica está tão avançada que é possível, utilizando equipamentos adequados, remover o cristalino através de uma abertura de 0,7 mm, ou seja, da espessura de uma lapiseira. Esta técnica foi desenvolvida no DR.AGARWAL’S EYE HOSPITAL na Índia, onde outras técnicas revolucionárias estão sendo desenvolvidas para o tratamento de doenças oculares.

Muitos pacientes possuem a noção que a cirurgia de catarata é “simples” pois em poucos minutos de cirurgia e em alguns dias estão enxergando bem. Na verdade, conforme a tecnologia avança, mais complicada ela fica, em virtude das diferentes técnicas que podem ser utilizadas para o tratamento. Desta forma, a capacitação do profissional e o equipamento é muito importante para oferecer o tratamento mais adequado e com risco menor para a reabilitação da visão.


Dr. Marco Antonio Olyntho

CREMESP 92737

Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo

Membro da American Academy of Ophthalmology

marco@olyntho.med.br

www.olyntho.med.br

São José do Rio Preto - SP