Blog do Dr. Marco A. Olyntho, especialista em Oftalmologia, com subespecialidade em Glaucoma, Catarata e Cirurgia Refrativa. Médico oftalmologista do HORA - Hospital de Olhos em São José do Rio Preto - SP.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
domingo, 2 de outubro de 2016
sábado, 13 de junho de 2015
O envelhecimento da visão
Duas importantes doenças que ocorrem com maior freqüência conforme envelhecemos são a catarata, a principal causa de cegueira reversível, e o glaucoma, uma causa de cegueira irreversível que pode ser tratada e prevenida, ambas já discutidas nesta coluna.
Outra importante causa de cegueira nos países desenvolvidos, e provavelmente no Brasil, é a Degeneração Macular relacionada a idade. É uma doença que afeta a mácula, responsável pela nossa visão central na retina, o que pode levar ao comprometimento de atividades habituais, como a leitura, o reconhecimento de fácies ou a habilidade para dirigir. Atinge pessoas geralmente a partir dos 60 anos, sendo que há o aumento da chance de desenvolver este problema com o envelhecimento.
Há duas formas da doença, conhecidas popularmente como forma úmida e seca. A forma seca é responsável por 80% dos casos, é a forma menos agressiva, mas também não possui um tratamento efetivo. É responsável por 20% dos casos de cegueira relacionados com a degeneração macular. Nesta forma há o depósito de uma substancia amarelada em uma das camadas da retina, que recebe o nome de drusas, que aparecem ao redor da mácula, e acredita-se que sejam restos do metabolismo das células desta região. O acúmulo de várias drusas pode provocar um quadro de atrofia das células da retina, piorando a visão. Em alguns estudos financiados pelo governo americano descobriu-se que pessoas que comem alimentos ricos em betacaroteno (beterraba, cenoura), vitamina C (encontrada em frutas cítricas como laranja e acerola) e vitamina E (encontrado em cereais) possuem uma chance menor de desenvolver a doença, ou se já a possuem, demoram mais tempo para apresentar piora.
A forma úmida é mais rara, causa mais danos a visão e é responsável por 80% dos casos de cegueira da degeneração macular. Nesta forma há o crescimento de vasos sanguíneos defeituosos entre as camadas da retina, e a perda de líquidos através dos vasos, assim como hemorragias nesta região, levam a perda de visão progressiva. Para esta forma há diversas formas de tratamento, algumas com melhores resultados do que outras, sendo que as pessoas respondem diferentemente ao tratamento. Pode ser utilizado laser para a cauterização dos vasos, com o uso de substancias que potencializam a sua ação nesta região; injeções de substancias que inibem o crescimento dos mesmos, ou cirurgia. O tratamento dependerá da extensão da lesão, visão e possível resposta ao tratamento.
Esta doença costuma afetar mais mulheres do que homens, sendo mais comum naquelas que possuem pele e olhos claros. A obesidade é outro fator de risco, assim como a hipertensão arterial, a presença de pessoas na família com a doença e em fumantes. Apesar do tratamento em muitos casos não provocar a melhora da visão, o diagnóstico precoce pode permitir a mudança de hábitos que abreviem o aparecimento desta doença, ou incorporar outros que possam reduzir a velocidade do seu desenvolvimento.
Revolução na Cirurgia a laser para correção da visão!
Minimamente invasivo, procedimento exclusivo com laser corrige problemas de astigmatismo e miopia de forma precisa e segura
Os problemas de visão relacionados ao grau ocorrem com cerca de 40% da população. O sonho da independência de correção para maior liberdade visual acompanha a maioria destas pessoas que depende de óculos ou lentes de contato para enxergar melhor e poder exercer suas atividades com maior liberdade.
Com isso, há um constante estímulo para pesquisas que resultam em novas tecnologias e novas tendências quando o assunto são as cirurgias de correção visual a laser nas córneas. Estes procedimentos figuram há mais de dez anos entre os mais realizados da medicina atual.
Entretanto, surgiu a técnica SMILE (abreviação em inglês para Extração Lenticular com Pequena Incisão), que utiliza o laser de femtossegundo. Este laser utiliza a tecnologia que aprimora a correção refrativa e permite um tratamento inovador por ser mais preciso que os equipamentos de gerações anteriores. Com a técnica SMILE há maior exatidão e controle no corte e menos trauma na córnea e lesão tecidual.
O SMILE reinventou a cirurgia refrativa, mantendo seu conceito básico em um procedimento menos invasivo e mais simples, feito em uma única etapa e utilizando apenas um tipo de laser. Com a nova técnica a cirurgia acontece da seguinte maneira: primeiro o laser de femtossegundo é aplicado para criar uma lentícula na parte interna da córnea juntamente com uma pequena incisão de 2 a 4 milímetros na superfície. Após o tratamento, o cirurgião delicadamente separa a lentícula, que é retirada pela incisão já feita. Com isso, o formato da córnea é alterado, corrigindo-se a refração de acordo com o planejado.
Entenda as diferenças entre as técnicas LASIK, PRK e SMILE
No PRK e LASIK (outras técnicas de cirurgias refrativas de correção visual a laser), o tratamento do grau é realizado com o excimer laser, que remodela a córnea por ação direta, utilizando o mecanismo de ablação (o laser é aplicado na superfície exposta).
No caso da ablação de superfície ou PRK, não há flap, sendo o excimer laser aplicado após a remoção da camada superficial de células (epitélio). É colocada uma lente de contato especial, que serve como curativo para facilitar a cicatrização da superfície. Este período inicial é associado a desconforto ou dor, sendo a recuperação visual gradual nas primeiras semanas.
No LASIK, o laser é aplicado após se levantar uma fina e delicada camada, ou “flap”. O flap pode ser feito por meio de lâmina de microcerátomo ou com o laser de femtossegundo. Após a aplicação do excimer laser, o flap é reposicionado, de modo que o epitélio permanece íntegro. A recuperação é mais rápida que no PRK e o desconforto é mínimo.
Há importantes vantagens do SMILE:
1 - Não há corte de flap. O laser de femtossegundo realiza o tratamento para criar uma lentícula na parte interna na córnea, que é retirada por uma incisão pequena, 7 vezes menor que o corte do flap realizado no LASIK. Com isso, o trauma da cirurgia é minimizado, com menor influência na produção de lágrima e menos alteração na estrutura da córnea.
2 - Não há remoção do epitélio, o que minimiza o desconforto logo após a cirurgia e possibilita rápida recuperação.
3 - O laser de femtossegundo faz o tratamento na parte interna da córnea, não sendo influenciado por condições ambientais da sala cirúrgica (umidade, temperatura) nem por hidratação de cada córnea.
4 - Com uma incisão menor, há menos risco de infecção e a cicatrização ocorre de maneira mais rápida.
Os resultados da técnica SMILE já são comprovadamente seguros e eficazes, de acordo com diversos estudos internacionais. Destacam-se as vantagens de induzir menos "olho seco", por levar a menos alteração nos nervos da córnea e na lágrima, bem como menor chance de complicações relacionadas à estabilidade da córnea em longo prazo.
A cirurgia refrativa feita com a técnica SMILE, desenvolvida na Alemanha há cerca de cinco anos, é exclusiva da Carl ZEISS. Já foi utilizada com sucesso em mais de 120 mil casos no mundo inteiro. Foi aprimorada na Inglaterra, Singapura, Dinamarca, Egito e Índia, atingindo um nível de excelência que já supera o LASIK e PRK, que são cirurgias que apresentam índices de satisfação de mais de 95% dos pacientes.
O SMILE começou a ser realizado no Brasil em 2013, com crescente aceitação dos cirurgiões, bem como interesse por pacientes.
Para que o paciente possa se submeter à cirurgia, é necessário realizar consulta oftalmológica completa, incluindo exames complementares específicos que analisam detalhadamente a córnea. Tal avaliação é fundamental para assegurar que a cirurgia pode ser indicada, bem como para se escolher qual a melhor opção para cada caso.
O método SMILE corresponde ao que há de mais moderno quando o assunto é cirurgia refrativa. A recuperação é tipicamente rápida e após 24 horas a maioria dos pacientes tem visão suficiente para exercer as atividades do cotidiano. Mas todo paciente deve ser orientado sobre as opções para correção, os benefícios, limitações e riscos de cada procedimento.
Saiba mais: http://hora.med.br
Fonte: Assessoria de Comunicação Zeiss
quarta-feira, 21 de março de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Células tronco para doenças oculares
Breaking News Related to Macular Degeneration, Cataract, Glaucoma, Corneal Disease and Other Eye Conditions
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A Complete List of Current Ophthalmic Stem Cell Trials
Posted: 16 Jan 2012 06:18 AM PST
There are now nine ongoing ophthalmic stem cell clinical trials, with another about to begin in a week or so. Advanced Cell Technology has two clinical trials addressing Stargardt's Disease, one at UCLA/Jules Stein and the other at Moorfields Eye Hospital in London, and one trial for Dry AMD, also at UCLA/Jules Stein, with another about to start at Moorfields for the same application.
Cenecor (J&J) has an active trial for Dry AMD underway at both Retina Institute of CA and at Wills Eye.
There are several trials looking at the corneal surface – one by CellSeed France (being done in Germany); one by a Spanish Clinic at three hospitals in Spain; and two at Japanese University clinics. And finally, there is one trial underway looking at optic nerve atrophy in China.
To see the complete list please follow this link.
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sábado, 15 de janeiro de 2011
Lifting, botox... óculos?!?
O dilema da Mulher contemporânea.
A medicina é uma das áreas do conhecimento que mais se renovam com o passar dos anos. A queda de tabus, a descoberta de novos medicamentos, a engenharia genética e diagnósticos mais precisos nos levou a quebrar diversas barreiras. Mas há um obstáculo em especial que o homem luta incessantemente há milênios para quebrar e que por enquanto conseguimos somente ludibriar, uma guerra desigual entre a vaidade da mulher e o tempo - o envelhecimento.
Temos um arsenal incrível de possibilidades para frear o passar dos anos em nosso organismo, mas nosso conhecimento ainda não é suficiente para que possamos dizer “é isto que me fará envelhecer mais lentamente”. Se não conseguimos frear o que acontece a nível celular, a melhor maneira é partir para as “terapias alternativas”, e aí temos os lasers, o botox, os implantes de silicone, os cosméticos e a cirurgia plástica, entre outras, que procuram “suavizar” os efeitos provocados pelo tempo.Mas aí, ao nos colocarmos a frente do espelho para checar se aquela ruguinha no canto do olho desapareceu com a última injeção de botox, vemos, ou melhor, não vemos sem o auxílio daqueles óculos de leitura ou multifocais que denunciam os anos que acabamos de apagar.
E como fazer para “eliminar” esta testemunha de nossos anos? Não apenas as terapias do rejuvenescimento avançaram, mas as formas de corrigir os erros da visão também evoluíram bastante, o que nos permite substituir os óculos por formas alternativas, e muitas vezes, mais eficiente de correção. Uma delas é a substituição dos óculos por lentes de contato.
O desenvolvimento de novos materiais, que permitem uma maior oxigenação da córnea e maior hidratação aumentaram o conforto para uso prolongado, o que é muito importante, pois o uso de uma lente incorreta, principalmente para as mulheres na menopausa, que sofrem mais com o olho seco devido as mudanças hormonais, pode causar um desconforto que prejudica o seu uso, e é muito comum receber pacientes com este problema. Há lentes de contato que corrigem a visão para perto e para longe, e são chamadas de lentes multifocais ou bifocais, que permitem uma visão perfeita em qualquer ocasião. Outra maneira de corrigir é através da monovisão, onde pacientes que não precisam de óculos para longe, somente para perto, podem utilizar uma lente de contato para perto apenas em um olho. É uma solução para as mulheres que desejam uma visão perfeita ao ir a um restaurante ou a uma festa. Há também a possibilidade de utilizar lentes corretivas coloridas, mudando a cor dos olhos para o azul, verde, mel, etc. E aí é só se colocar a frente do espelho, hábito bem feminino, sem medo da verdade... E sem molduras.
A cirurgia refrativa é outra possibilidade. A utilização de correção monocular é uma forma de permitir a visão em todos os momentos sem a utilização de óculos. Há a cirurgia refrativa para a presbiopia (problema que você percebe ao esticar os braços para conseguir ler), que cria o mesmo efeito das lentes de contato multifocais na córnea, mas em definitivo.
Para as mulheres que possuem dificuldade para enxergar mesmo com os óculos, deve-se avaliar a presença de catarata, que se identificada, pode ser removida e ter uma lente intraocular implantada para corrigir a visão. Pode ser utilizado o sistema da monovisão, semelhante as lentes de contato, com visão para longe no olho dominante e para perto no olho não dominante, e o implante de lente intraocular multifocal, onde haverá correção equivalente em ambos os olhos.
Apesar das inúmeras possibilidades de correção, é importante lembrar dos cuidados com o nosso corpo, que se refletem na visão. Manter uma vida saudável, com atividades físicas regulares, alimentação rica em vitaminas e evitando comportamentos de risco, como o uso de drogas como o cigarro, propiciará uma visão perfeita que sofrerá menos com os efeitos da idade.
Mas aqui vai um comentário bem pessoal, nem mesmo a idade tira o encanto de uma mulher corajosa que, com óculos ou lentes de contato, encara o espelho e a vida sem o fantasma do envelhecimento. Isso dá para perceber pelo brilho nos olhos, afinal, segundo o velho ditado, os “olhos são o espelho da alma”!
- O Verão e o cuidados com os Olhos
- Lentes de Contato anti-UV evitam danos aos olhos
- Quando Menos é Mais
- A importância da saúde dos olhos.
- Catarata – Reabilitando a Visão
Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP
Mãe, uma mudança de Visão
Ser mãe é algo divino e indescritível, é abrigar em seu ventre uma nova vida que durante nove meses compartilhará de seu corpo e necessitará da sua energia para sobreviver, mesmo após o nascimento e por muitos anos ainda esta dependência se manterá, seja ela física, emocional e ou espiritual.
Este momento mágico, onde é unísono o sentimento de mudança de visão do mundo após gerar uma nova vida, é acompanhado de muita ansiedade e expectativa, tanto pelos 9 meses que se seguem até o parto quanto pela vida que terá este novo ser após a sua chegada.
Da mesma forma que uma mulher face a maternidade encara a vida de uma forma diferente, o seu corpo concomitantemente atravessará uma cascata de mudanças hormonais e nunca mais será o mesmo. Os olhos, por exemplo, passam por muitas mudanças durante a gestação, e isto acaba gerando ansiedade para a mãe, que geralmente foca sua atenção nos cuidados próprios da gestação. A maioria destas mudanças são reversiveis, mas outras necessitam ser tratadas.
Os sintomas são muito variados durante a gravidez. Um dos sintomas mais comuns é a visão borrada. A visão, em decorrência da mudança dos fluidos do corpo, se altera principalmente pelo inchaço de algumas estruturas oculares. A nova mãe geralmente reclama que o seu óculos, com os quais enxergava muito bem, de repente se tornaram fracos ou inúteis. A visão flutuará bastante durante os nove meses, e geralmente voltará ao normal algumas semanas após o parto. Não é aconselhado trocar os óculos neste período, pois eles exercerão sua função adequada por um curto período de tempo.
Outra queixa bastante comum é a intolerância as lentes de contato. Isto ocorre porque a córnea, a parte da frente do olho onde as lentes ficam apoiadas, se torna muito sensível devido ao inchaço. Este desconforto desaparece também após o parto. Também é comum a fotofobia, que é a sensibilidade exagerada a luz, e que pode estar associado, tanto a mudança da visão, quanto a enxaqueca que é bastante comum nesta fase em decorrência das mudanças hormonais.
Doenças pré-existentes como o Diabetes e a Hipertensão Arterial também podem piorar durante a gravidez. A descompensação do Diabetes pode trazer problemas não somente para a mãe quanto para o bebê. A Retinopatia Diabética, alteração da retina que acontece nesta doença, pode evoluir mais rapidamente. A Hipertensão Arterial ou quadros mais graves como a Pré-eclampsia e a Eclampsia também podem trazer transtornos para a visão e até mesmo o descolamento de retina, que deve ser tratado com urgência.
O Glaucoma é uma doença rara durante o período pré-natal, geralmente acometendo as pessoas na terceira idade, caracterizado por uma doença neurológica que afeta o nervo óptico podendo estar relacionado com o aumento da pressão dos olhos. A sua importância neste período é devido aos colírios, que passam para a circulação arterial e chegam até o feto. Nestes casos o oftalmologista pode avaliar e substituir os colírios por outra forma de baixar a pressão dos olhos e acompanhar a evolução da doença. Em alguns casos pode ser necessário a aplicação de laser ou até mesmo cirurgia, o que costuma ser procedimentos seguros tanto para a mãe quanto para o feto.
Quando a visão se torna distorcida, dificultando a identificação de um rosto, por exemplo, ou uma baixa de visão repentina, pode ser devida a um acomentimento da mácula, região responsável pela visão central, e é chamado Coroidoretinopatia Central Serosa. A sensação de estar dentro de um túnel, pela perda da visão dos lados, pode ser devido a um adenoma de hipófise, região responsável pelo controle hormonal e próximo ao nervo óptico. Estes são transtornos raros que podem ser diagnosticados e tratados adequadamente.
Assim como o pré-natal é essencial para o bom desenvolvimento do feto, a mãe não deve descuidar da sua saúde. A consulta de rotina ao seu oftalmologista pode solucionar uma série de sintomas que poderiam criar uma ansiedade desnecessária, além de que qualquer medicamento, por mais banal que seja, deverá ser prescrito por um médico em decorrência da nova vida que está se formando.
Como homem, pai e médico, deixo aqui minha admiração pelas mulheres, que por um presente Divino, se tornam Mães.
Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP
Pequenos Cuidados Fazem a Diferença
Comemoramos este mês o dia dos Pais e nada mais justo que presentearmos àquele que nos mostra o mundo e nos dá força nos momentos de tormenta, e para estes que recebem esta dádiva o maior presente é ter a familía reunida. Para nós filhos é momento de confraternizar com quem se dedicou para a nossa formação, e que muitas vezes já não podemos contar no dia a dia devido ao fluxo natural da vida.
É um momento importante para observarmos como nossos “velhos” estão vivendo, suas necessidades e dificuldades, que não imaginamos devido a idealização natural de nossos super-heróis. O passar dos anos nos impõe restrições nos pensamentos, no deambular, na iniciativa e literalmente, na forma como vemos o mundo.
Segundo um estudo da Health Promotion England, um organismo britânico de fomento a saúde, a baixa visão é uma das principais causas de limitação aos hábitos normais dos idosos, como a habilidade de desempenhar suas atividades habituais, a movimentação diária, o convívio social e a qualidade de vida.
As limitações se iniciam com o aparecimento da presbiopia, alteração na visão que começa a se instalar dos 35 aos 45 anos e que avança progressivamente, reduzindo a capacidade de focar os objetos próximos e compromentendo a leitura. É um processo natural do envelhecimento da nossa visão, sendo que por volta dos 60 anos praticamente não temos mais esta capacidade, que pode ser corrigido com óculos apropriados.
Nesta fase necessitamos praticamente 3 vezes mais luz no ambiente do que necessitamos aos 20 anos, portanto é importante que avaliemos o ambiente em que nossos pais vivem. Uma iluminação que é adequada para nós pode ser insuficiente para que eles consigam desempenhar suas funções habituais, como andar com segurança dentro de casa, ler um livro ou a bula de um medicamento.
O uso de óculos se torna necessário para praticamente 98% desta população, assim como há o aparecimento de alterações oculares e doenças como a catarata, que turva a visão progressivamente, e muitas vezes é percebida quando não se consegue mais reconhecer as pessoas próximas ou ver uma placa de trânsito ao dirigir um carro. O glaucoma leva a perda do campo visual periférico, o que deixa nossos pais vulneráveis ao ambiente, como ter dificuldades para atravessar uma rua por não conseguir ver um carro vindo em sua direção; degenerações retinianas provocadas pela idade ou por doenças sistêmicas como o diabetes, assim como problemas mais raros como tumores, são problemas que podem ser tratados ou prevenidos com a visita ao oftalmologista.
Peço licença a meus leitores para relatar a história de um paciente, que mesmo vivendo distante e com uma saúde perfeita, me procurou com algumas queixas de alteração na visão, mesmo enxergando bem com seus óculos. Solicitei um exame chamado campo visual, que avalia a visão periférica, essencial para a avaliação de pacientes com glaucoma. O exame apresentou pequenas alterações que sugeriram um problema que não estava no olho. Ao solicitar uma ressonância magnética, um exame que avalia com maior precisão os órgãos e suas partes, foi diagnosticado um pequeno tumor no cérebro comprimindo o nervo óptico, que mesmo com sua característica benigna, estava crescendo, necessitando de uma cirurgia. Infelizmente houveram algumas intercorrências desta cirurgia e o paciente ainda está na UTI de um hospital em São Paulo, há 4 meses em coma. Este paciente é o meu pai, e por ele peço aos filhos um olhar mais atento as “pequenas queixas” de seus pais.
Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP
Uma Janela para o Cérebro
Quando um oftalmologista examina o fundo do olho de um paciente ele está vendo ao vivo e em cores uma parte muito bem protegida do nosso corpo, o cérebro. A nossa visão começa com a captação das imagens que vemos por células especiais chamadas fotorreceptores. Quando a luz as atinge desencadeia uma cascata de reações químicas que fará com que este estímulo se transforme em impulsos elétricos que viajarão pelas fibras nervosas. Estas fibras, que são como fios elétricos, se conectam com os fotorreceptores e conduzem estas informações até o cérebro, mais precisamente para o lobo occipital, que fica na porção mais posterior do cérebro, onde as informações recebidas serão interpretadas, analisadas e comparadas com o que já temos armazenado, e somente após tudo isso, que ocorre em milionésimos de segundo, é que realmente vemos.
Quando examinadas, as fibras nervosas presentes na retina podem nos dar sinais do que está acontecendo com o cérebro, e dependendo do exame, podemos precisar com uma certa segurança, a região afetada. Um problema extremamente sério e que pode ser diagnosticado no exame do fundo de olho é o papiledema, que é o inchaço da papila, região por onde as fibras saem do olho para se dirigirem ao cérebro, devido ao aumento da pressão dentro da cabeça, podendo levar a morte se não tratado adequadamente. Como o cérebro está contido dentro do crânio, não há como aliviar esta tensão, assim o nervo óptico recebe esta pressão e o resultado pode ser avaliado pelo exame oftalmológico.
Outras doenças podem afetar as fibras da via óptica em virtude do longo trajeto que percorrem. Logo após sair da órbita, local onde os olhos e seus músculos estão localizados, o nervo óptico perde a sua proteção e entra no crânio. Passa próximo a hipófise, parte do cérebro responsável pela produção de diversos hormônios que fazer nosso corpo funcionar adequadamente. Tumores nesta região afetam a visão de diversas maneiras, dependendo do tamanho e da parte da via óptica comprometida. Podem ser benignos, como o adenoma e o craniofaringioma, ou malignos, podendo ser locais ou de outras partes do organismo. Geralmente não são diagnosticados por visualização direta do nervo óptico, a não ser que já comprometam as fibras por um longo período. Um exame que mede a funcionalidade das fibras, chamado campimetria computadorizada, pode fornecer informações importantes sobre o local e a intensidade do comprometimento.
Outras formas de compressão podem afetar os neurônios responsáveis pela visão. Aneurismas, que são dilatações anormais dos vasos, podem comprimir e provocar o aparecimento de sintomas. Outros tumores também podem comprometer as fibras nervosas em seu trajeto até o lobo occipital, assim como acidentes vasculares, conhecidos como derrames, provocando alterações temporárias ou até mesmo definitivas. Além do comprometimento direto da visão, pode ocorrer alterações no formato das pupilas, atrofia de áreas específicas do nervo óptico, alteração na posição dos olhos, visão dupla ou borrada, ou até mesmo incapacidade de interpretar o que está vendo. Exames como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética auxiliam no diagnóstico.
Conforme comentei no último artigo, meu pai foi acometido por um craniofaringioma e infelizmente faleceu na semana seguinte ao dia dos pais. Gostaria de agradecer as mensagens de apoio e as orações dedicadas a ele, a quem dedico este artigo
Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP
Um Ano de Visão
O ano que se encerra foi um ano especial para a Oftalmologia. Tivemos muitos avanços em materiais, equipamentos e novos tratamentos para a reabilitação da visão. Neste ano houve o lançamento de uma nova lente para a cirurgia de catarata que há anos observávamos a distância, e que agora chegou ao nosso país. A nova lente sofreu aperfeiçoamentos nos últimos anos e a nova geração promete devolver com maior qualidade a visão para perto nos pacientes submitidos a cirurgia de catarata. Utilizando um sistema sofisticado, a nova lente se movimenta dentro do olho do paciente permitindo que a luz seja focada na retina ao olhar para longe e para perto, o que propicia uma visão perfeita sem a necessidade de usar óculos.
Para a cirurgia refrativa, que consiste na correção das alterações que prejudicam nossa visão para perto e para longe, como o astigmatismo, a miopia, a hipermetropia, com o tratamento da córnea para “regularizar” a forma como enxergamos, vimos a consolidação da utilização do laser no refinamento desta técnica. Com o desenvolvimento de um laser mais preciso, hoje é possível a substituição das lâminas de aço ou diamante para a confecção de retalhos ou aberturas na córnea pela nova tecnologia chamada Femtosecond laser. Sem tocar na córnea, este laser permite a confecção de aberturas precisas que são impossíveis pelos métodos tradicionais. Esta tecnologia está disponivel em nossa cidade quase simultaneamente ao resto do mundo graças ao empreendedorismo do renomado Dr. Carlos Figueiredo, que colocou esta nova tecnologia a disposição de todos os oftalmologistas para que possam oferecer a seus pacientes um tratamento de primeiro mundo.
Mas não apenas avançamos na tecnologia de ponta. Este foi o ano em que o AME, o Ambulatório Médico de Especialidades, baseado em nossa cidade no Hospital Estadual João Paulo II, administrado pela Associacão Lar São Francisco, tornou-se referência em Oftalmologia em nossa região. Oferecendo o que chamamos de padrão ouro, os pacientes do SUS recebem os mesmos cuidados oferecidos pelos melhores convênios médicos da região, como cirurgias de catarata com a utilização de lentes dobráveis, cirurgias de retina e glaucoma com a melhor tecnologia disponível, além de disponibilizar exames especializados para o diagnóstico das mais diversas enfermidades oculares. Além do diagnóstico, a população mais carente tem a sua disposição os colírios de uso contínuo para tratamento de doenças oculares, o que permite que se obtenha o tratamento adequado destas enfermidades que podem levar a cegueira.
Para finalizar gostaria de desejar a todos um final de ano com muita saúde e paz, e que no convívio de seus familiares e amigos iniciem um ano repleto de prosperidade e realizações. Também gostaria de agradecer aos colegas, colaboradores e pacientes que me acolheram nesta cidade e aos leitores que me prestigiaram durante este ano.
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Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP
Sol é saúde!
Janeiro significa sol, piscina, praia, férias. É o momento da viagem em família, confraternização com os amigos, momentos ao ar livre tão aguardados durante o ano todo. E o sol, importante fonte de energia para o nosso planeta, também é imprescindível para a nossa saúde.
Os raios solares, quando atingem a nossa pele, promovem a produção de uma importantíssima substância, a Vitamina D, que apresenta funções semelhantes a de um hormônio e é responsável pela absorção e equilíbrio do cálcio em nosso organismo, imprescindível para a formação de ossos e dentes. Além dos ossos, recentemente foi descoberto a sua ação no nosso sistema imune, no coração, na secreção de insulina pelo pâncreas e no cérebro.
No cérebro, a luz atua na produção de melatonina, hormônio produzido pela glândula pineal responsável pela regulagem do sono e vigília. Com o aumento da luz solar em janeiro, ocorre a inibição da produção desta substância, o que permite a regulagem do período em que ficamos acordados e em que dormimos. Assim ocorre o restabelecimento do equilíbrio dos neurotransmissores no cérebro, auxiliando na melhora da atenção, na redução do estresse e na redução dos casos de depressão.
Também há evidências da ação da luz solar sobre o aparecimento da miopia. Estudos realizados na Ásia mostraram que há um aumento dos casos de miopia, que é a dificuldade para enxergar para longe, em crianças que ficavam expostas menos de 2 horas por dia a luz natural. A incidência era menor nas crianças que desenvolviam atividades ao ar livre.
Mas há também os efeitos nocivos. Dependendo do horário e do tempo que ficamos expostos ao sol podemos sofrer os efeitos deletérios da radiação ultravioleta. Além do bronzeado, que percebemos nos primeiros dias, também estamos sujeitos aos efeitos cumulativos, observados após anos de exposição excessiva. O envelhecimento precoce é um dos sinais mais frequentes, assim como as manchas, sendo o câncer de pele o efeito mais grave, o que vem se tornando comum nos últimos tempos.
Nos olhos o efeito se mostra no aumento da vermelhidão e ardência, causado pela queimadura da conjuntiva, a pele que recobre os olhos, pela radiação ultravioleta. A longo prazo pode ocorrer o crescimento de uma pele em direção a córnea, que se chama pterígio, na verdade uma forma de proteção contra os danos causados pelo sol, mas que provoca desconforto ocular, comprometimento da visão e até mesmo ocasionando dor.
Nas estruturas mais internas no olho, a radiação causa o aparecimento precoce da catarata, que é a turvação progressiva da visão e que não melhora com o uso de óculos. Outro dano importante à visão é o comprometimento da região central da visão, a mácula, pela maior exposição a radiação UV, que não tem tratamento no momento.
Além da utilização criteriosa do sol, que é evitar a exposição nos períodos de pico (entre as 10 horas da manhã e 3 horas da tarde, ou das 11 às 16 horas no horário de verão), o uso adequado de filtro solar na pele, utilizar chapéu ou boné e o uso de um óculos de sol com proteção ultravioleta são priomordiais para garantir a nossa saúde e a de nossos filhos.
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Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
domingo, 9 de janeiro de 2011
Nintendo alerta sobre os riscos de jogos 3D para crianças
A Nintendo emitiu um alerta na última semana sobre os riscos da utilização de jogos eletrônicos em 3D para crianças menores de 6 anos, tecnologia que a empresa pretende lançar em breve no Japão e que ainda não está disponível no mercado.
Segundo a empresa japonesa, crianças com 6 anos de idade ou menos não devem utilizar jogos em 3D no console de mão Nintendo 3DS, ainda não lançado, devido ao risco das imagens em 3 dimensões poderem causar danos ao desenvolvimento da visão se utilizada por longos períodos de tempo.
Diferente dos cinemas em 3D e televisores que necessitam de óculos especiais para permitir o efeito tridimensional das imagens, o novo console Nintendo 3DS promete ser um dos primeiros produtos no mercado a gerar este efeito sem a utilização destes óculos.
Ainda não está claro qual é o risco para a saúde na utilização de imagens geradas em 3D sem óculos em relação àquelas obtidas com a utilização destes. A Sony, outra fabricante japonesa de produtos eletrônicos que utiliza a tecnologia 3D com a utilização de óculos, também alerta seus usuários quanto aos riscos potenciais à saude, segundo o Washington Post. O porta voz da companhia disse que não há evidências médicas sobre os efeitos negativos da visualização de imagens em 3D. Outros fabricantes de produtos em 3D como a Samsung e Panasonic também alertam em seus websites sobre riscos potenciais à saúde de crianças.
Sintomas como náuseas e tonturas foram reportadas por várias pessoas que assistiram filmes em 3D desde quando estes foram lançados em 1950. Nesta época o efeito era gerado através da utilização de óculos bicolores feitos de papel. A tecnologia evoluiu para óculos com lentes especiais polarizadas ou que são ativadas sincronicamente com as imagens apresentadas, gerando um efeito mais real e com menos desconforto visual.
Apesar do alerta da indústria, oftalmologistas dizem que não há provas que imagens geradas em 3-D, com ou sem óculos, possam causar qualquer problema ao desenvolvimento da visão. Segundo o Dr. Steven E. Rosenberg, oftalmologista pediátrico do New York Eye and Ear Infirmary, imagens em 3D geradas em telas, com ou sem óculos especiais, funcionam da mesma maneira ao mostrar imagens separadas no olho direito e no esquerdo, sendo que o cérebro combina as duas imagens para criar uma imagem em 3D. Ele disse que não há razões para acreditar que o desenvolvimento da visão possa ser diferente para quem observa estas imagens.
Um outro especialista, o Dr. Lawrence Tychsen, professor de pediatria e oftalmologia da Washington University, realizou experiências para avaliar o impacto das imagens em 3D em macacos Rhesus. Durante 3 meses, macacos bebês utilizaram óculos 3D observando imagens em uma tela. Após este período a visão destes macacos foram avaliadas e comparadas com outros macacos, e não houve mudança alguma no desenvolvimento da visão.
Mas há outras teorias sobre o risco à visão se houver uma utilização extrema destas imagens. Segundo Kristina Tarczy-Hornoch, diretora do Vision Development Institute no Children's Hospital Los Angeles, é possivel que a utilização por muitas horas provoque algum efeito no desenvolvimento normal da visão binocular.
Acredita-se que a recente preocupação da indústria com esta nova tecnologia se deva aos diversos casos reportados de indução de crises epiléticas em usuários portadores deste mal. A exposição a flashes de luz, presentes em video games, desencadeava a crise em crianças susceptíveis.
Não existe provas científicas que justifiquem a preocupação dos fabricantes de equipamentos eletrônicos com a utilização das imagens em 3D por crianças. O que preocupa vários especialistas é a utilização extrema destas tecnologias por tempo prolongado e a enorme quantidade de informação recebida e processada por estas crianças. Talvez a grande pergunta seja: Você gostaria que seu filho fique imerso em seu video game, 3D ou não, ao invés de interagir com o ambiente em que vive?
Fonte: New York Times, Washington Post
Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Como Chegar? Dr. Marco Olyntho
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Olho Seco
A lágrima, também chamada filme lacrimal, faz parte da defesa natural do organismo, hidratando e levando nutrientes essenciais para a saúde da superfície ocular, eliminando impurezas, preenchendo as pequenas irregularidades desta superfície e nivelando-a para facilitar a refração dos raios de luz para a formação das imagens no interior do olho. Tem também a importante função de lubrificação, evitando o atrito das pálpebras durante o ato de piscar.
A produção lacrimal é contínua - secreção basal, que mantém constante a umidificação do olho. A secreção reflexa, aumenta a produção lacrimal e é desencadeada por irritações químicas, físicas e também por estímulos psicológicos e emocionais.
O que é secreção basal e reflexa?
A secreção basal é a produção constante de lágrima, cujo volume produzido normalmente durante o dia, é de 0,5 a 1 ml, suficiente para manter o olho úmido e lubrificado. O volume produzido é menor à noite. A secreção reflex é a produção de grande volume de lágrima e ocorre em resposta à estimulaçãp da córnea e/ou conjuntiva. A secreção reflexa ocorre em ambos os olhos, mesmo que apenas um tenha sido estimulado.
Como a lágrima é eliminada?
Após umidificar e lubrificar a superfície ocular, 50% da lágrima se perde através da evaporação. Uma parte da secreção basal é absorvida na conjuntiva e mucosa que reveste todo o interior das vias lacrimais. Somente o volume excedente de lágrimas atinge a cavidade nasal, passando através dos pontos lacrimais (70% pelo ponto superior e 30% pelo ponto inferior), pelos canalículos, saco lacrimal e ducto nasolacrimal. Existe um mecanismo de bombeamento que é responsável pela excreção do filme lacrimal, envolvendo as pálpebras através do piscar.
Por que piscamos?
O ato de piscar, que ocorre numa frequência definida, tem a função de distribuir a lágrima pela superfície ocular e também facilitar o bombeamento das lágrimas pelas vias de drenagem, que escoam para a cavidade nasal.
Quais as funções da lágrima?
As principais funções do filme lacrimal são:
- Refrativa: criar uma superfície óptica uniforme, regularizando a superfície corneana;
- Lubrificante: umidificar a córnea e conjuntiva, proporcionando conforto ao piscar;
- Antimicrobiana: remover germes através da constante irrigação e pela ação das lisozimas, globulinas e lactoferrinas;
- Nutritiva: trazer nutrientes e oxigênio para as células da córnea e conjuntiva, removendo detritos e gás carbônico; e
- Defensiva: dificultar a aderência de corpos estranhos e microorganismos à superfície ocular, trazendo leucócitos à córnea
em casos de infecção.
Quais as queixas ou sintomas do portador de olho seco?
O olho seco pode apresentar uma gama de sintomas que podem variar desde a ausência de sintomas até, em quadros graves, de grande sintomatologia. Os sintomas associados ao olho seco são bastante inespecíficos. As queixas ou sintomas incluem: “queimação” ocular ou sensação de ardência, olho vermelho, prurido, secreção, sensação de corpo estranho ou “areia”, dor, “sensação de olho seco”, fotofobia, infecções de repetição, peso palpebral e fadiga ocular. Os sintomas caracteristicamente apresentam uma flutuação diurna e se agravam em certos ambientes e com certas atividades (uso de computadores, ar condicionado, fumo, clima quente e seco, etc.).
O que pode ocasionar a síndrome do olho seco?
Existem alguns fatores que podem influir nos sintomas do olho seco:
- Idade: o envelhecimento produz uma atrofia das glândulas lacrimais acarretando um fluxo menor de lágrima. A flacidez palpebral senil também é um fator de desentalibilização do filme lacrimal. Estes pacientes costumam ser mais sensíveis a alterações externas que podem provocar sintomas de olho seco.
- Sexo: alterações do equilíbrio de estrógenos/andrógenos podem predispor ao aparecimento de olho seco, como o que acontece durante a gravidez, menopausa e uso de contraceptivos hormonais.
- Trabalho: a frequência do piscar pode diminuir de acordo com a atividade do indivíduo. Por exemplo, ela é menor durante a leitura, quando se trabalha diante da tela de um computador e outras atividades que requerem atenção (filmes,games, etc).
- Meio ambiente: os ambientes secos, poluídos, o frio, a calefação, o ar acondicionado e as cabines pressurizadas contribuem para desestabilizar o filme lacrimal.
- Medicamentos: vários medicamentos sistêmicos produzem uma diminuição das secreções exócrinas, exacerbando os sintomas do olho seco. Topicamente, a toxicidade de alguns conservantes utilizados em colírios destrói a parte gordurosa da lágrima, favorecendo sua evaporação.
- Irregularidades da superfície ocular: qualquer elevação ou depressão na superfície ocular pode causar uma quebra na distribuição uniforme do filme lacrimal, levando aos sintomas de olho seco.
O que fazer?
O paciente deverá procurar um médico oftalmologista, que confirmará o diagnóstico e verificará qual a causa ou fator que está sendo responsável pelo olho seco, instituindo então, o tratamento apropriado.
Fonte: Allergan
Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP
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A importancia da Retinografia em Mosaico
Nesta outra imagem do mesmo paciente, além do fundo do olho, foram realizadas outras imagens que foram agrupadas digitalmente pelo software ImageNet da Topcon. Vemos uma lesão fora do polo posterior, que em uma retinografia colorida simples não seria detectada. O simples registro permite acompanhar a evolução da lesão por anos e verificar alterações que necessitem de intervenção médica. As imagens foram obtidas pelo Retinógrafo não Midriático TRC-NW8 da Topcon, do consultório do Dr. Marco A. Olyntho.
Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Especialista em Glaucoma pelo Hospital das Clínicas - Universidade de São Paulo
Membro da American Academy of Ophthalmology
São José do Rio Preto - SP
Mosaico da Retina
A Oftalmologia é uma especialidade que está diretamente ligada a imagens, mas apesar disso são raros os especialistas que dispõem de equipamentos adequados para o registro de imagens. Em muitos casos, como no Glaucoma, doença neurológica que provoca a perda das fibras nervosas da retina, uma imagem do fundo do olho comparada com outra em um intervalo de 2 a 3 anos, pode ter variações que permitem o diagnóstico muitos anos antes da doença provocar algum sintoma, que em muitas vezes é a perda irreversível do campo visual ou até mesmo da visão. Ao lado uma retinografia colorida obtida pelo retinógrafo TRC-NW8 da Topcon, que permite a obtenção de imagens sem a necessidade do uso de colírios para a dilatação ocular, chamado Retinógrafo não midriático. Um exame como este, feito de rotina pelo Dr. Marco A. Olyntho em seu consultório, pode ser realizado em aproximadamente 10 minutos, o que possibilita a sua obtenção durante a consulta de rotina, sem o desconforto da dilatação, que geralmente impossibilita a execução de atividades habituais como a leitura após a sua utilização.
A retinografia, quando comparada com o exame de fundo de olho numa próxima consulta, permite a detecção de alterações que em uma consulta normal sem a imagem, poderia ser considerado como normal.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Lentes de Contato anti-UV evitam danos aos olhos
Um estudo envolvendo lentes de contato com proteção anti-UV mostrou que elas podem reduzir ou eliminar os problemas causados pela exposição aos raios ultravioletas emitidos pelo sol. Este estudo foi publicado na revista Investigative Ophthalmology & Visual Science, com o título "Prevention of UV-Induced Damage to the Anterior Segment Using Class I UV Absorbing Hydrogel Contact Lenses".
A exposição continuada a radiação ultravioleta pode provocar danos aos tecidos oculares, como exemplo a córnea, conjuntiva e o cristalino. Neste último, é um dos principais fatores desencadeantes da catarata, provocando redução progressiva da acuidade visual e uma das principais causas de cegueira, principalmente nos países em desenvolvimento como o Brasil. Felizmente pode ser revertida com uma cirurgia chamada facoemulsificação. O que as pessoas desconhecem é a importancia de proteger os olhos dos efeitos nocivos dos raios solares e o grande risco que correm em se expor sem uma proteção adequada.
No estudo ratos foram expostos a radiação ultravioleta diariamente, com uma intensidade semelhante a um dia inteiro de exposição solar para seres humanos, quantidade suficiente para causar mudanças na córnea. Os ratos que utilizavam um tipo especial de lente de contato ( Senofilcon A ) , não foram afetados pela exposição de raios ultravioletas.
A cientista que fez a pesquisa, a Dr. Heather Chandler, do Ohio State University, disse que usar óculos escuros, boné ou chapéu, pode não proporcionar uma proteção adequada aos raios UV, e associar uma lente de contato com esta proteção pode ser uma forma prática para evitar estes problemas para as pessoas que se expõem muito aos raios solares. Ela lembra que, como a pesquisa avaliou os efeitos agudos da radiação, os efeitos do uso a longo prazo podem ser significativos na prevenção de diversas doenças oculares provocadas pela absorção dos raios UV, o que deve ser avaliado em um outro estudo.
Vale lembrar que nem todas as lentes de contato disponíveis possuem proteção anti-UV, e a escolha de uma lente apropriada para isto deve ser feita com base em uma adaptação correta em um consultório por um oftalmologista habilitado. O uso indiscriminado de lentes de contato, ou que não tenha sido adaptada corretamente, pode provocar doenças oculares que se não tratadas levam a perda da visão. Por outro lado, as lentes de contato, quando bem indicadas e adaptadas, propiciam uma visão igual ou superior a proporcionada pelos óculos, e conforme o estudo, podem prevenir uma série de doenças pelo bloqueio da radiação ultravioleta.
Fonte: Association for Research in Vision and Ophthalmology (ARVO)
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Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Como reduzir o custo do Glaucoma?
O Glaucoma é uma doença ocular com várias facetas. Seu tratamento geralmente consiste em reduzir a pressão ocular utilizando colírios. Os colírios agem de diferentes formas, conforme a sua classe medicamentosa. Ultimamente tivemos o incremento das análogas das prostaglandinas, que são utilizadas isoladamente ou associada a outros colírios. Geralmente os pacientes utilizam associações de dois ou mais colírios para se atingir a "pressão alvo", ou seja, a menor pressão ocular que mantém os danos causados pelo glaucoma sem evolução, identificados pelo campo visual, análise da escavação do disco óptico e da camada de fibras nervosas. Quando atingimos este ponto, dizemos que a doença está controlada, pois até o momento não existe uma cura para o glaucoma, apenas o seu controle clínico. Outra maneira de atingir este controle é através de cirurgia, que se baseia no mesmo princípio clínico dos colírios.
Existem algumas maneiras de reduzir o custo, e até mesmo aumentar a eficiência e a redução dos efeitos colaterais dos colírios. Abaixo segue algumas orientações:
- Apenas uma gota é suficiente. Em virtude do pequeno volume comportado pelas pálpebras, apenas uma gota é suficiente para preencher o espaço entre as conjuntivas. Geralmente uma gota ultrapassa este limite. No caso de colírios análogos de prostaglandinas ( Xalatan®, Travatan®, Lumigan® e suas associações), o custo elevado justifica este cuidado, pois o seu volume restrito é compensado com o orifício menor do frasco.
- Após pingar os colírios, feche os olhos. Fechar os olhos logo após a instilação ajuda a reduzir os efeitos sistêmicos (queda de pressão, redução dos batimentos cardíacos, alergias, etc) e ajuda na absorção do colírio pelo olho. O tempo necessário para maximizar a absorção é de pelo menos 1 minuto.
- Não pingue colírios simultaneamente. Para os pacientes que utilizam mais de 1 colírio, a espera entre uma instilação e a outra não deve ser menor que 10 minutos. Isto evita que um colírio "lave" o outro, reduzindo o efeito que a associação deve provocar.
- Peça ajuda. O tamanho diminuto dos frascos, a mira correta e a dificuldade de enxergar para perto, o que atinge a maioria das pessoas acima de 40 anos, torna a tarefa diária de pingar colírios um verdadeiro desafio. Manter-se em um local tranquilo, confortável, e de preferência, deitado, melhora em muito o controle clínico da doença, e isto significa redução de custos.
- Utilize associações. Discuta com seu médico a possibilidade de associar colírios. Além de reduzir a quantidade de vezes que é necessário instilar os colírios, o uso de associações geralmente é mais barato e confortável.
- Pesquise os melhores preços. Quando perguntamos aos pacientes quanto se está gastando para comprar os colírios, não raro vemos diferenças superiores a 100% entre um paciente e outro. Pesquisar os melhores preços é a melhor maneira de economizar, e muitas farmácias mantém programas de fidelidade que reduz o custo final. Afinal, uma vez diagnosticado o glaucoma, o uso dos colírios deve ser contínuo.
- Filie-se a programas de tratamento do glaucoma. Muitas empresas, com o intuito de fidelizar os seus clientes, mantém programas especiais para venda de colírios e apoio para os portadores da doença e seus familiares.
Programa de benefícios
Pfizer® - Colírios: Xalatan®, Xalacom®
Telefone: 0800 12 6644
Para saber outros programas, entre em contato com o serviço de apoio ao cliente da empresa que fabrica o colírio, ou entre em contato com a farmácia de sua preferência.
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Dr. Marco Antonio Olyntho
CREMESP 92737
Médico Oftalmologista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia
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São José do Rio Preto - SP
